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Vencedor de licitação do UCA entrará com ação contra leilão
São Paulo - Representante da Comsat diz que intenção não é cancelar o processo, mas conseguir realizar alterações nos equipamentos enviados para teste.
Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD
A Comsat, vencedora do leilão do projeto Um Computador por Aluno (UCA), dará entrada, até o fim desta semana, a pedido de agravo (espécie de recurso) no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério da Educação (MEC). O objetivo da empresa é conseguir apresentar uma nova versão do Mobilis, inscrito no pregão.
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As mudanças no equipamento, garante Jackson Sosa, procurador da empresa, não causariam alteração no preço final do laptop, porque, segundo ele, "todos os produtos apresentados no processo estão velhos", uma vez que o leilão foi realizado em dezembro do ano passado e ficou paralizado por determinação do TCU até março.
Sosa diz que a intenção da Comsat não é solicitar o cancelamento do leilão, mas apresentar uma versão atualizada de seu produto. "Ninguém mais quer usar uma tela de 7 polegadas, quer usar 8.9 e 10 polegadas, é mais vantajoso pela escala industrial", exemplifica. "Passado tanto tempo, nosso projeto e, na realidade, todos os que estão no edital que é do ano passado estão defasados. Hoje temos projetos muito mais modernos", argumenta o representante da empresa vencedora.
Uma consulta ao site do governo federal, que permite acompanhar o pregão, mostra que a última informação pública apresentada pelo leiloeiro é datada de 04/05, comunicando a suspensão da sessão, "tendo em vista a necessidade de esclarecimentos a respeito do relatório do teste de aderência".
Sosa afirma que, depois disso, a Comsat foi convocada para uma reunião no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC responsável pelo pregão, na qual solicitou o envio de versões atualizadas do produto para a realização dos testes. De acordo com ele, a proposta foi aceita pelo FNDE, mas o prazo para a entrega dos computadores com as novas espeficações era de 48h, o que, argumenta Sosa, inviável.
"Pedimos mais tempo e o MEC não aceitou. Fizemos um agravo oficial no TCU e no FNDE e estamos entrando com este agravo", informa. "Não estamos pedindo o cancelamento e sim uma avaliação dos ambientes técnicos que permitam fazer novos releases do produto", ressalta.
O representante da Comsat garante que, caso o agravo seja negado, a empresa manterá sua participação no processo licitatório, embora ressalte que "não vale a pena fazer um produto que está velho".
O COMPUTERWORLD procurou o MEC para comentar o assunto, mas não obteve resposta da assessoria de imprensa do ministério até a publicação desta reportagem.
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