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Setor de TI lidera fusões no País, mesmo com desaceleração

São Paulo - Área de tecnologia teve 22 transações entre janeiro e maio de 2009, enquanto no mesmo período do ano passado esse número foi de 37, de acordo com consultoria KPMG.

Por Andrea Giardino, editora-assistente do COMPUTERWORLD

01 de julho de 2009 - 07h00
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Entre os estragos causados na economia, a crise afetou em cheio o ritmo de fusões e aquisições das empresas brasileiras - tanto no País quanto no exterior. Dados de um levantamento realizado pela empresa de auditoria e consultoria KPMG, entre janeiro e maio, apontam que o número total de transações (incluindo as operações de grupos estrangeiros) nos cinco primeiros meses do ano caiu 38%, passando de 270, no mesmo período de 2008, para 165.

Apesar de também enfrentar um desaquecimento, o setor de tecnologia da informação (TI) liderou a lista dos segmentos que mais realizaram fusões e aquisições em 2009. Foram 22 transações ante 37 operações registradas no mesmo período de 2008. Em segundo lugar ficaram as empresas de alimentos e bebidas, com 15 transações, frente a 27 no ano passado.

Para Luís Motta, sócio responsável por fusões e aquisições da KPMG Brasil, o cenário reflete o grande espaço que há na área de TI. “Tecnologia é um setor pulverizado, com empresas de todos os portes”, avalia. “E encontramos um volume considerável de pequenos negócios, o que estimula esse movimento de fusões”.

O executivo explica que muitas delas veem nos processos de fusão a oportunidade de juntar forças e ganhar força em meio a um mercado altamente competitivo. “Nesse mercado, tem quem aproveita as janelas abertas para criar musculatura e abocanhar espaços maiores”, observa Motta.

Ao contrário do que acontece em outros segmentos, ele acredita que as empresas de TI se movimentam não por questão de sobrevivência e, sim, em busca de uma evolução dos negócios. Estratégia que, em breve, deve fazer parte dos demais setores da economia. “A tendência é que o apetite das brasileiras volte no último trimestre, sobretudo diante dos preços mais baixos e atrativos de alguns negócios”, prevê.

Vale ressaltar que a compra de empresas brasileiras por outras companhias brasileiras ainda é dominante, com 77 operações de janeiro a maio, embora tenha havido queda frente às transações no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 156 aquisições. Já o número de operações em que companhias nacionais adquiriram estrangeiras no exterior caiu mais de 54% em relação ao ano passado, saindo de 22 para 10.

Ao mesmo tempo em que as companhias nacionais frearam transações de fusão, as estrangeiras não perderam o interesse pelo Brasil. Segundo o levantamento, no acumulado de janeiro a maio, já foram realizadas 42 aquisições do tipo, sendo que no ano passado o número ficou muito próximo, com 44 operações.

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