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Brasil: venda de PCs cai até 8% em 2009, mas supera expectativa

Previsão da consultoria IDC é que total de computadores chegue a 11,2 milhões unidades. Terceiro trimestre do ano foi o melhor da história de vendas de micros no varejo. Mercado corporativo ficou aquém do esperado.

Fabiana Monte, da Computerworld

17 de novembro de 2009 - 16h38
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O mercado brasileiro de PCs deve encerrar o ano com 11,2 milhões de computadores vendidos, considerando os segmentos corporativo e varejista. A estimativa é da consultoria IDC. Este número representa uma queda entre 6% e 8% na comparação com 2008, mas, segundo o Research Coordinator Consumer and Comercial Devices da IDC Brasil, Luciano Crippa, esse prognóstico não deve ser olhado de forma negativa. Ao contrário, o resultado representa uma forte retomada do mercado nacional de PCs frente à crise, avalia o especialista. "Não vamos chegar ao resultado de 2008 devido ao desempenho do primeiro trimestre do ano, mas se acreditava que a recuperação seria rápida", observa.

Segundo Crippa, o terceiro trimestre de 2009 foi o melhor de toda a história do varejo nacional, com 1,37 milhão de computadores vendidos, contra 1,29 milhão de unidades registradas no ano passado. As vendas no mercado corporativo continuaram sob o efeito da retração e, portanto, não colaboraram tanto para este desempenho. O segmento respondeu por 1,73 milhão de PCs no terceiro trimestre de 2009, contra 1,81 milhão no mesmo período de 2008. "Se não fosse o impacto do segmento corporativo no mercado de PCs, o resultado de 2009 poderia ter sido melhor do que 2008", observa o especialista.

Pelos cálculos da consultoria, no terceiro trimestre deste ano, o mercado total de PCs somou 3,1 milhões de unidades, o que representa um empate técnico em relação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas totalizaram 3,2 milhões de unidades. Pela primeira vez, o volume de notebooks vendidos representou praticamente metade das vendas totais no varejo. A expectativa de Luciano Crippa é que já no quarto trimestre deste ano os laptops superem o número de desktops vendidos no varejo nacional. "Talvez o principal motivador do segmento varejo tenha sido a compra do primeiro notebook", afirma.

A previsão da consultoria é que o quarto trimestre do ano seja ainda mais forte para o segmento de PCs, com vendas 21% superiores às registradas no mesmo período de 2008. Numa comparação com o terceiro trimestre de 2009, o desempenho deverá ser cerca de 10% maior.

Para 2010, o cenário também é positivo, com o mercado total atingindo a casa dos 12 milhões de computadores vendidos. Ao contrário do que aconteceu em 2009, no próximo ano, o mercado corporativo deverá colaborar positivamente para este desempenho e o varejo deve manter o ritmo crescente verificado neste ano.

Embora ainda não tenha números sobre o impacto do Windows 7 neste mercado, Crippa afirma que a migração para o novo sistema operacional da Microsoft deve ganhar mais força no segundo semestre de 2010. Como muitas empresas mantiveram o XP, optando por não migrar para o Vista, o Windows 7 deverá ser obrigatório para muitas delas. E isso poderá impactar positivamente a venda de computadores.

"O mercado corporativo foi um comprador muito aquém do esperado em 2009. Deixar de investir este ano já foi difícil, mas pensar que os investimentos também não ocorrerão em 2010 é impossível", diz Crippa.

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