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Negócios
Orçamentos de TI serão flexíveis, diz executivo da Accenture
Para o diretor de tecnologia da consultoria, Ricardo Chisman, a tendência é que as áreas de TI tenham um planejamento que permita revisão nos investimentos previstos.
Andrea Giardino, da Computerworld
Ninguém tem dúvidas de que a crise mundial mudou paradigmas. E entre as lições deixadas para as empresas está a definição dos orçamentos de TI. Ao contrário do que existia no passado, quando o planejamento era anual e não permitia ajustes, agora é a vez dos orçamentos pré-alocados.
“As companhias passaram a adotar um modelo flexível, o que permitirá fazer constantes revisões ao longo dos meses”, afirma Ricardo Chisman, diretor da área de tecnologia da informação da consultoria Accenture.
Para ele, essa tendência de não fechar o montante de recursos em cima de um número é cada vez mais forte e atende à nova realidade de mercado, com altos e baixos da economia. “Ninguém quer ficar amarrado sem poder mexer e não conseguir segurar o barco em momento de turbulência”, diz.
Será comum, segundo Chisman, as áreas de TI definirem seus orçamentos por projetos, por exemplo. Cenário que também reflete a busca frenética por eficiência operacional. Ou seja, a questão custo continuará na lista de prioridades das companhias e caberá aos CIOs (chief information officers) traçarem suas estratégias com esse foco.
Quanto à expectativa em relação a 2010, o executivo acredita em uma retomada de projetos, embora o lema seja a cautela. “Para algumas companhias, os orçamentos de TI devem manter o mesmo patamar de 2009, enquanto para outras, eles podem crescer”, ressalta. Tudo vai depender da realidade de cada setor.
Chisman prevê boas perspectivas para os seguintes segmentos: automotivo, varejo e bens de consumo. Como conseqüência da necessidade de crescimento, o diretor da Accenture vê a procura por soluções tecnológicas que sustentem esse crescimento. “Computação em nuvem, colaboração e mobilidade surgem para ajudar os profissionais na tomada de decisão que ajudem o negócio”, diz.
No geral, Chisman vê um clima de bom humor, resultado de ótimas perspectivas que despontam com os investimentos do pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas.
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