Negócios
SAP: empresas devem ter mais integração para serem eficientes
Essa é a mensagem de executivos da SAP e de empresas como BRF Brasil Foods e Fibria Celulose na abertura do SAP Forum 2010, nesta terça-feira (9/3).
Por Edileuza Soares, da Computerworld
Para que as companhias brasileiras possam aproveitar as oportunidades de negócios com o potencial de crescimento do Brasil, elas terão de operar com clareza. E para atuar desta forma vão precisar se tornar mais eficientes, ter inovação, transparência e sustentabilidade. Com essas exigências de mercado, elas terão de investir em tecnologias para integrar rapidamente a cadeia de valor e permitir acesso às aplicações de forma segura em qualquer lugar.
Essa foi principal mensagem passada pelos executivos que participaram da abertura do SAP Forum 2010, que teve início nesta terça-feira (9/3) e se estende até quinta-feira (11/3), no centro de convenções do World Trade Center, em São Paulo.
O presidente da SAP Brasil, Luís César Verdi, afirmou que a crise econômica pressionou as companhias a operarem com mais eficiência para gerenciar melhor seus recursos e atender rapidamente a demandas do mercado, que é um dos pilares da clareza. Mas que só isso não basta se elas não atuarem com governança para que seus negócios sejam transparentes, tenham produtos inovadores e sejam sustentáveis economicamente, ambientalmente e socialmente.
O presidente da BRF Brasil Foods, resultado da fusão entre Sadia e Perdigão, José Antonio de Prado Fay, destacou que as empresas brasileiras estão em vantagem competitiva e por isso as que tiverem melhor preparadas vão se destacar. Ele até brincou que "a asa do franco do grupo tem tanta tecnologia quanto a asa de um avião", demonstrando que a companhia, que fatura 25 bilhões de reais por ano, se apoia não apenas no ERP da SAP, mas em diversas ferramentas para ter clareza sobre seus negócios. Segundo o executivo, com o processo de fusão, a administração da empresa tornou-se mais complexa e exige tecnologia.
Para o presidente do conselho administrativo da Fibria Celulose, José Luciano Penido, a clareza se baseia muito nos processos de informação que ajudam a alinhar os negócios e direcionar a companhia. Ele afirma que não adianta ter quilos de informação sem clareza, pois isso mais confunde do que ajuda. Assim como a BRF Brasil, a Fibria é um grupo gigante, resultado de fusão entre a Aracruz e a Votorantim, que tem sua operação apoiada no ERP da SAP.
Novos rumos
Em sua palestra, o Chief Strategy Officer da SAP, Pascal Brosset, ressaltou que assim como a BRF Brasil Foods e a Fibria, que são grupos grandes e precisam dar respostas rápidas ao mercado, as companhias vão precisar cada vez mais de tecnologias que integrem não apenas os processos internos, mas a cadeia de valor.
“Hoje o sistema de gestão tem de cuidar não só da empresa mas de toda a rede de parceiros. E isso tem implicações porque os processos não estão mais dentro da companhia. Eles entram e saem. Por isso a necessidade de transparência, já que daqui para frente tudo será integrado”.
Além da integração para ter mais agilidade nos processos, Brosset diz que as aplicações terão de estar disponíveis para acesso em qualquer lugar por meio de terminais móveis. Porém, essa plataforma exige mais rapidez das áreas de TI.
A boa notícia, segundo ele, é que as companhias vão poder recorrer à computação na nuvem, que oferece infraestrutura com mais velocidade. Outra saída será o modelo de aquisição de software como serviço (SaaS) para que as empresas consigam implantar projetos que sustentem seus negócios em menor espaço de tempo.


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