Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

A central de whitepapers de tecnologia da COMPUTERWORLD

Negócios

Fusões de bancos elevam negócios da CA para mainframe na AL

Unidade de soluções para computadores de grande porte cresceu três dígitos em 2010, acima dos dois dígitos registrados pelo negócio na região.

Fabiana Monte, da Computerworld*

26 de março de 2010 - 14h38
página 1 de 1

A unidade de soluções para computadores de grande porte da CA na América Latina teve crescimento de três dígitos no ano fiscal de 2010, que termina agora em março, superior ao avanço total do negócio da empresa na região, que subiu dois dígitos. A informação é do diretor de vendas técnicas de mainframe da CA para a AL, Idival Júnior, sem, no entanto, divulgar números absolutos sobre o desempenho.

De acordo com o executivo, 75% da receita da companhia na região vêm do mercado de mainframe no Brasil, que ocupa o primeiro lugar, com 80% dos computadores de grande porte da região. O segundo colocado é o México.

Os principais usuários de mainframe no Brasil são do setor financeiro (incluindo bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil), com aproximadamente 65% do mercado, e o governo, com cerca de 25% de market share. "O mercado de mainframe como um todo vem experimentando uma taxa de crescimento de 20% ao ano", calcula o executivo.

Segundo Júnior, o mercado de software para mainframe está aquecido devido a fusões e aquisições que bancos brasileiros vem fazendo nos últimos anos. O executivo cita como exemplos recentes os negócios entre Itaú e Unibanco; Banco do Brasil e Nossa Caixa e a compra do argentino Banco a Patagônia pelo Banco do Brasil.

Novas compras

Júnior explica que, no Brasil, em situações de fusão, as instituições preferem substituir soluções a realizar integrações, o que abre espaço para novas compras de software.

"Elas não estão fazendo integrações, estão substituindo marcas. Às vezes perdemos contratos, às vezes ganhamos. É isso o que está gerando esse novo momento para o mercado de mainframe", afirma.

E se as fusões e aquisições deixarem de ocorrer de forma tão intensa, o mercado de soluções para mainframe deixará de crescer? Para Júnior, a próxima onda que movimentará o mercado de mainframe virá da necessidade de inovar e realizar integrações para que os negócios apresentem novas alternativas de relacionamento entre clientes e produtos.

"A Caixa [Econômica Federal] está estudando novas formas de relacionamento entre o usuário e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), como por meio do celular, por exemplo. Os bancos estão oferecendo aplicativos para acesso a operações por iPhone e novos serviços pelos terminais de autoatendimento. É dai que virá o crescimento nos próximos dois anos", enumera.

*A jornalista viajou a Praga, na República Tcheca, a convite da CA

 

Publicidade
As mais lidas
Especial - IT Leaders 2011

Cloud computing é difícil?

Cloud computing é difícil?

O ITBOARD materializa a nova plataforma de conversas do Século XXI. Concentra o diálogo sobre tecnologia e inovação movido a tweets de quem está imerso nesses assuntos. ENTRE NA CONVERSA

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Newsletters
Assine a Computerworld