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Negócios

Cisco: Não vendemos commodity, mas a próxima geração da rede

CEO da Cisco ressalta novo posicionamento em arquiteturas de negócios e dá recado a concorrentes. "Não vendemos caixas, vendemos performace", afirma

Daniela Braun para a Computerworld*

29 de abril de 2010 - 18h42
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Ser um elemento de transformação tecnológica é a principal missão das Cisco Systems para os próximos anos. Esta foi a principal mensagem deixada pelo CEO da empresa, John Chambers, nesta quinta-feira (29/4) no encerramento do evento Cisco Partner Summit 2010, voltado a parceiros de vendas, em São Francico, nos Estados Unidos.

Durante o evento, a Cisco direcionou seus canais de vendas para a oferta no modelo de arquiteturas de negócios, no lugar de produtos e soluções. "É uma transição iniciada há um ano. Estamos poscionados da forma mais forte que já estivemos", disse Chambers em um encontro com a imprensa.

O executivo preferiu não comentar diretamente sobre rivais como a HP, que agora entra no mercado de mobilidade com a aquisição da Palm, mas declarou que a Cisco sempre observou a concorrência como um elemento "a mais", não como foco de seu negócio. "Nos focamos nas transformações estão acontecendo, em transições de mercado", disse Chambers.

A resposta de Chambers aos concorrentes é fugir da briga por preços. "Alguns acham que o preço da caixa é o que define a decisão. Nosso pensamento é o oposto. Acreditamos que o que conta é a performance, o consumo", disse Chambers. "Não vendemos commodities, vendemos a próxima geração da rede", completou.

As transformações vislumbradas pela Cisco têm a rede como plataforma e estão voltadas aos segmentos de colaboração, computação em nuvem, data center e virtualização e vídeo, além de prover infraestrutura para cidades e comunidades inteligentes.

O caminho para o que o CEO da Cisco chamou de "transformar países" passa pela infraestrutura para projetos nacionais de banda larga. "Estamos trabalhando ativamente com o governo dos Estados Unidos e órgãos reguladores como a Federal Communication Comission (FCC)", disse Chambers referindo-se ao plano norte-americano de banda larga. O Brasil, ao lado de países como China, Índia e México, é um dos próximos grandes mercados para a área de infraestutura de banda larga, disse o CEO da Cisco, à Computerworld.

Chambers também comentou que ainda não há planos de curto prazo para uma transição no comando da Cisco. "Devo permanecer pelos próximos três ou quatro anos (...). Eu amo essa companhia", declarou.

*A jornalista viajou a São Francisco a convite da Cisco.


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