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Negócios
Waste Management ganha processo contra a SAP
A empresa de gestão de resíduos ambientais processou a SAP após uma falha na instalação de um software e recebeu indenização em pagamento único.
IDG News Service
A ação judicial ente a SAP e a Waste Management teve como desfecho o pagamento de uma quantia não revelada pela fornecedora de softwares em um pagamento único, de acordo com documentos judiciais.
A Waste Management originalmente processou a SAP por fraude em março de 2008 alegando uma falha na execução do planejamento de recursos empresariais (ERP, sigla em inglês). Ela afirmava que havia sofrido danos significativos: um prejuízo de mais de 100 milhões de dólares gastos no projeto que foi apelidado de "um fracasso completo e absoluto" e mais de 350 milhões de dólares por benefícios que teria conseguido se a instalação do software tivesse obtido sucesso.
A SAP reagiu dizendo que a Waste Management não definiu a tempo e nem com precisão suas requisições para negociar e não forneceu pessoal com conhecimento suficiente de gestão para trabalhar no projeto.
Os termos do acordo são confidenciais segundo o advogado da Waste Management.
“A questão entre as duas empresas foi resolvida e o caso foi indeferido”, disse o porta-voz da SAP, Andy Kendzie por e-mail que se recusou a dar mais informações.
A resolução do processo representa o último capítulo de uma longa saga.
De acordo com a denúncia apresentada pela Waste Management em 8 de abril ao tribunal de Harris County, no Estado norte-americano do Texas, a empresa teria solicitado à desenvolvedora de softwares um pacote de ERP que suprisse suas necessidades sem grandes modificações para personalização. A SAP teria feito uma demonstração falsa aos representantes da Waste Management para que acreditassem na utilidade do produto. Além disso, a SAP ainda teria entregado à Waste Management uma versão anterior do software que havia proposto.
A denúncia ainda afirma que se a SAP tivesse entregado a versão correta do software, a transação multimilionária não teria apresentado lucro imediato e os negociantes envolvidos não receberiam seus bônus.
Nos últimos meses, houve poucas evidências de que o caso seria resolvido, já os advogados de ambas as partes continuaram entrando com novas acusações e recursos no tribunal.
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