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Negócios

Brasscom e Gartner destacam competitividade brasileira

Segundo organizações, País pode ter grande apelo no mercado internacional de terceirização com uma análise mais profunda sobre os custos dos serviços.

Rodrigo Afonso, da Computerworld

08 de junho de 2010 - 15h51
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Desde que se discute a exportação de software e serviços de TI (tecnologia da informação), as limitações brasileiras e a falta de competitividade do País são sempre levantadas como entraves para o aumento da participação no mercado mundial. Mas, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, a ideia está ultrapassada: o Brasil é competitivo sim e está pronto para aumentar sua participação no mercado mundial de offshore de TI, que deve bater em 100 bilhões de dólares em 2010 nos países emergentes.

Dessa vez, Gil foi corroborado pelo vice-presidente de pesquisas da Gartner Cassio Dreyfuss. Segundo o executivo, a consultoria se esforça muito para mostrar aos clientes que não é suficiente observar a taxa/custo para comparar os preços entre diferentes fontes de outsourcing. “Se a comparação for completa, levando em conta todos os elementos que geram custo e trazem retorno, o Brasil prova sua competitividade”, afirma.

As declarações foram realizadas durante a Conferência Outsourcing América Latina 2010 da Gartner, realizada em conjunto com o Brasscom Global IT Forum, evento organizado pela entidade para mostrar o potencial do Brasil como fornecedor de softwares e serviços. Além de movimentar 100 milhões de dólares em negócios e gerar 2 mil empregos, Gil espera que o evento ajude o País a atingir a meta de exportar 5 bilhões de dólares em TI em 2011.

Segundo Gil, a maior parcela dos participantes que a Brasscom conseguiu atrair para seu fórum são da área financeira, setor que também deve colaborar para o crescimento dos números de exportação. “O Brasil tem a melhor tecnologia para esse setor e temos o papel de mostrar isso para clientes internacionais”.

Gil destacou também os desafios: para ganhar ainda mais competitividade, é necessário focar melhor a formação de mão de obra de acordo com demandas regionais, criar meios para aprimorar a formação no idioma inglês e, principalmente, conquistar no governo a redução do custo da mão de obra. A meta é deslocar a tributação trabalhista do número de funcionários para o faturamento da companhia. Assim, elimina-se um descompasso entre a indústria de TI e outras indústrias, que faturam mais com menos mão de obra.

Multinacionais
No desenvolvimento do mercado brasileiro, a Brasscom destacou o papel das multinacionais estrangeiras como importantes para a cadeia da indústria de TI no Brasil. As quatro principais exportadoras, de acordo com os últimos dados consolidados da Brasscom, são IBM, Accenture, EDS e BT. “São companhias que prestam serviços para suas matrizes, mas também para outras empresas estrangeiras. E o crescimento delas movimenta todo o setor, pois depende da prestação de serviços de outras companhias nacionais”, avalia o presidente da IBM América Latina e do Conselho Deliberativo da Brasscom, Rogério Oliveira.

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