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Presidente da Oracle detalha impactos da incorporação da Sun

Cyro Diehl afirma que, no Brasil, o número de demissões foi baixo e informa que a fabricante está mais próxima do objetivo de oferecer appliances.

Tatiana Americano, da Computerworld

21 de julho de 2010 - 07h00
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Desde 1º de julho, as operações da Sun foram totalmente absorvidas pela Oracle, como parte do processo de aquisição, iniciado em abril de 2009. Com isso, as empresas passaram a operar de forma totalmente integrada, com portfólios e equipes únicos. 

Sobre o impacto da incorporação no País, onde as duas empresas somam cerca de mil funcionários, o presidente da subsidiária brasileira, Cyro Diehl, afirma: “Posso dizer que o número de demissões foi quase zero”. Ele informa que isso ocorreu pelo fato de existir pouco conflito entre as operações locais da Oracle e da Sun. “Como eles não tinham fábrica no Brasil, estavam muito concentrados nas áreas de vendas, pré-vendas e serviços”, explica Diehl, que, mesmo sem detalhar números, informa que pretende manter esses profissionais, para garantir um atendimento especializado.

A integração da estrutura da Sun também teve impacto no portfólio da companhia. Na prática, todas as soluções de software oferecidas pela empresa comprada passaram a fazer parte das linhas tradicionais da Oracle, divididas em banco de dados, middleware a aplicação. Enquanto que, para a oferta de hardware, foi criada uma unidade de negócios, que passa a concentrar storage e servidores.

Para comandar essa nova área de hardware no Brasil, a Oracle contratou Edilson Fuzetti. O executivo tem ampla experiência no mercado de armazenamento, no qual foi diretor de storage da Sun para América Latina, entre 2006 e 2009, e foi diretor-geral da EMC e da Storage Tek no Brasil e no México.

Fornecedora de appliance

Diehl ressalta ainda que outro impacto direto da incorporação da Sun é que a Oracle está mais próxima da meta do fundador da companhia, Larry Ellison. “O sonho dele sempre foi ter um appliance que integre tudo, hardware, software e serviços”, ressalta o executivo.

O objetivo dessa oferta é conseguir um diferencial de mercado, a partir de uma solução com menor custo de propriedade e que reduza a complexidade dos ambientes de TI das empresas. Como exemplo, o executivo cita que, no futuro, quando um cliente demandar uma solução de CRM (relacionamento com clientes), ele precisará apenas adquirir um appliance pronto da Oracle, o que não dependerá de hardwares ou softwares específicos.

Essa estratégia de oferecer uma solução completa ao mercado também serve de base para que a empresa rebata um dos pontos polêmicos da aquisição da Sun, que foi a possibilidade da empresa descontinuar algumas linhas de produtos, como servidores e soluções de código aberto. “Infelizmente, a concorrência se valeu muito dessas especulações para colocar dúvidas na cabeça dos clientes. Mas, desde o princípio nossa ideia foi turbinar ainda mais a Sun”, garante Diehl.

Como forma de demonstrar esse compromisso, o executivo adiantou que deve manter um dos principais eventos anuais da Sun, o Java Day. “A comunidade de software livre ficou em dúvida sobre o que poderia acontecer e queremos demonstrar para eles que existe muita complementariedade de portfólios”, pontua o presidente. Nesse sentido, ele aponta que as soluções Linux serão um dos caminhos adotados pela Oracle para reduzir o custo de propriedade das suas soluções. 

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