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Negócios

Abes sugere que pequenos fornecedores formem consórcios

Entidade acredita que, a partir de alianças voltadas para segmentos verticais, fabricantes de software terão condições de competir no Brasil e no exterior.

Edileuza Soares, da Computerworld

09 de agosto de 2010 - 10h54
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Para que as pequenas e médias empresas (PMEs) que produzem software ganhem mais fôlego para competir no mercado brasileiro e externo, a Associação Brasileira de Software (Abes) está sugerindo alianças entre companhias de um mesmo segmento. Com a união, elas podem complementar ofertas e ganhar escala na venda de seus produtos.

Existem atualmente cerca de 70 mil companhias que desenvolvem aplicações e prestam serviços de TI em operação no mercado brasileiro e, segundo a Abes, 94% são micro e pequenas empresas. Porém, o presidente da Abes, Gérson Schmitt, constata que a maior parte delas morre antes de completar cinco anos de vida pela dificuldade em obter recursos e os negócios. Ele observa que a mortalidade no segmento é maior que em outros setores da economia.

A entidade está estudando várias formas de reverter esse quadro, reivindicando medidas de incentivo dos governos para investimentos nessa indústria e também propondo que os empresários façam consórcios para se fortalecerem no mercado. “Queremos formar alianças por verticais para oferta de soluções complementares”, diz Schmitt. Segundo ele, a ideia é ter uma empresa como hub nessa iniciativa.

O executivo informa que a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) já aceitou fazer parte dessa iniciativa com grupo de empresas especializadas no segmento de energia. A vantagem desse modelo, segundo o presidente da Abes, é que as empresas usariam o mesmo canal de vendas para comercialização das soluções.

Com esse tipo de aliança, Schmitt acredita que os empreendedores ganharam mais força para disputar o mercado interno e até se arriscar vender para outros países e aumentar os negócios no exterior. No ano passado, o faturamento de software e serviços do Brasil alcançou US$ 15,3 bilhões de dólares e as exportações contribuíram apenas com 363 milhões de dólares desse total.

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