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Negócios
Compra da Infineon representa um bom negócio para a Intel
Acordo entre as companhias sinaliza para o interesse da fornecedora de se ganhar espaço no mercado de mobilidade.
IDG News Service
Depois de adquirir a McAfee, por 7,68 bilhões de dólares, em 30/8, a Intel adquiriu nesta semana a unidade wireless da alemã Infineon Technologies (WLS) por 1,4 bilhão de dólares.
As coincidências entre as duas aquisições, no entanto, param por aí. Pois ao contrário do que ocorreu com a aquisição da McAfee, que intrigou os analistas da indústria, o novo negócio demonstra claramente o interesse dos investidores da fabricante e seus planos para o futuro.
"A conectividade Wi-Fi é crucial para o futuro da Intel e por isso eles querem ser líderes também nesse mercado", declarou o analista independente do mercado de telecom Jeff Kagan.
Segundo ele, a intenção da companhia é ganhar mercado nos mercados em franco crescimento, como o caso de smartphones, por exemplo.
"A Infineon produz chips para aparelhos como o iPhone, da Apple. Essa aquisição ajudará nos planos de avançar rápido em um mercado em expansão", acrescentou Kagan.
Em um comunicado, a fabricante de chips divulgou que planeja utilizar os conhecimentos da Infineon em celulares de tecnologia 2G e 3G. O objetivo é criar processadores de baixa potência e, assim, ampliar seu portfólio de produtos wireless. A fusão combinaria também com as competências da Intel em tecnologias 4G, como WiMAX e LTE.
Por outro lado, para o analista, o impacto sobre o consumidor ainda é incerto.
"Essa aquisição faz muito sentido, ao contrário da anterior. Mas, se será bem-sucedida, demorará um pouco para sabermos", analisou Kagan, que completou: "Os consumidores não procuram aparelhos por causa dos chips. Eles analisam com base na marca e nas capacidades do produto. Eu não imagino clientes entrando em uma loja e comprando um dispositivo, só porque ele tem um logo da Intel, como acontece com notebooks e desktops”.
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