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Analistas questionam gestão de Apotheker na HP

Executivo está há apenas seis meses no cargo de diretor-presidente e já rebaixou duas vezes as previsões da empresa para o ano.

Redação da Computerworld

18 de maio de 2011 - 16h32
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Analistas já começam a questionar a capacidade do diretor-presidente da Hewlett-Packard (HP), Léo Apotheker, em administrar a atual crise que a empresa atravessa, diz o Wall Street Journal. A maior fabricante de computadores do mundo adiantou em um dia o anúncio de seus resultados e, pela segunda vez, rebaixou suas previsões para este ano.

A antecipação da divulgação dos resultados foi provocada pelo vazamento de um e-mail de Apotheker advertindo executivos da HP de que a empresa teria outro trimestre difícil. "Precisamos ficar de olho em cada centavo e diminuir ao máximo as contratações", escreveu. O e-mail vazado pareceu sugerir que a situação da empresa é pior do que se supunha.

O diretor de análise da Ferguson Wellman Capital Management, Jason Norris declarou que "a diretoria parece estar metendo os pés pelas mãos". Ele informou que vendeu praticamente todas as suas ações da HP nos últimos seis meses e que sua empresa “não confia que Apotheker saiba enfrentar com sucesso as águas bravias.”

Durante a teleconferência, Apotheker argumentou que eventos fora de seu controle estão afetando a empresa, entre os quais o terremoto no Japão e a redução de custos de seu antecessor que teriam enfraquecido a divisão de serviços. Para os especialistas, a HP era uma companhia de resultados consistentes que apresentava lucros quando era dirigida pelo antecessor Mark Hurd e a reportagem do WSJ lembrou que em novembro de 2010, logo após assumir o cargo, Apotheker havia aumentado as metas de resultados.

Com as novas projeções, a HP prevê lucro por ação de 5 dólares, com faturamento de 129 bilhões a 130 bilhões de dólares. Em fevereiro, previa lucro de 5,20 a 5,28 dólares por ação e faturamento de 130 bilhões a 131,5 bilhões de dólares.

Na estratégia de melhorar os resultados da empresa, o atual diretor-presidente promoveu mudanças, como focar nos negócios mais lucrativos da empresa, software, mas que não tem grande peso na receita e potencializar os ganhos com sua carteira de negócios. A mudança de rumos ainda não surtiu efeito. A empresa foi prejudicada por problemas em sua divisão de serviços, que corresponde a 28% da receita e margens de lucro menores.

Ele também mudou a composição do conselho de administração da HP, quando foi criticado por uma influente firma que presta serviços a acionistas. Além disso, a HP também está enfrentando dificuldades em vender seus produtos a pessoas físicas. Segundo Apotheker, a explosão das vendas dos tablets estão afetando os fabricantes de PCs.

No geral, o lucro do trimestre encerrado em 30 de abril subiu 5%, para US$ 2,3 bilhões, ou US$ 1,05 por ação. A receita aumentou 3%, para US$ 31,63 bilhões. As vendas de sua divisão de PCs caíram 5%, para 9,4 bilhões dólares, sendo que o faturamento com computadores para pessoas físicas recuou 23%. Para o executivo da HP a empresa teve um bom desempenho. "Fomos realmente bem", disse. Sobre o e-mail, declarou "Não acho de jeito nenhum que a linguagem foi dura."


 



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