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Negócios

Canonical quer ampliar atuação no País por meio de parcerias

Responsável pelo Ubuntu, a empresa abriu escritório no Brasil e busca reforçar presença no setor público.

Déborah Oliveira, da Computerworld

29 de junho de 2011 - 08h30
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O sistema operacional de código aberto Ubuntu ganhou espaço no País. Hoje, são mais de 1 milhão de usuários no Brasil e mais de 20 milhões em todo o mundo. A expectativa de incremento desses números, que segundo a companhia poderá ser dez vezes maior em quatro anos globalmente, fez com que a Canonical, empresa inglesa dona da plataforma, ampliasse os horizontes e olhasse com atenção especial para o mercado brasileiro.

Maurício Pretto, gerente-geral da Canonical para a América Latina, afirma que a companhia escolheu fortalecer os negócios em solo nacional, pois há grandes oportunidades. “Além disso, queremos nos certificar de que usuários e desenvolvedores de Ubuntu estão tendo boas experiências”, pontua. De acordo com ele, o investimento no País é crescente. Prova recente dessa movimentação foi a abertura de um escritório em São Paulo. 

A estratégia da empresa, afirma Jon Melamut, vice-presidente de Produtos, Operações e Serviços para OEMs da Canonical, é reforçar a atuação por aqui, especialmente no setor público, em que a companhia possui 60% de presença. Melamut afirma que o governo é um dos maiores usuários do sistema operacional que pode ser usado gratuitamente. 

“Queremos apoiar as empresas que utilizam nosso carro-chefe, o Ubuntu, seja no servidor ou desktop. Para colocar essa ideia em prática, contamos com nossos parceiros locais que estão aptos para oferecer consultoria, suporte e serviços”, aponta Melamut, que está nesta semana no Brasil para participar do Fórum Internacional de Software Livre.

Segundo Pretto, a organização entendeu onde estava localizada a grande massa de usuários e de desenvolvedores e depois passou a trabalhar com os parceiros e oferecer suporte aos clientes.

Embora não tenha revelado números e de que forma serão estabelecidas novas alianças, Melamut afirma que os parceiros são fundamentais para a Canonical. “Queremos fazer com que as empresas olhem para o open source para reduzir custos e controlar melhor seus ambientes e eles são peças vitais nesse cenário”, pontua.

Ele diz ainda que além do suporte técnico, a intenção da companhia é que o canal ofereça serviços de, por exemplo, nuvem privada. A Locaweb, cita, é um dos parceiros da companhia no País que oferece Ubuntu como ambiente de cloud privada. “Os clientes podem ter aplicações do data center que era interno rodando na nuvem de um fornecedor confiável”, afirma.

Na opinião dos executivos, os megaeventos esportivos que o Brasil sediará vão ampliar ainda mais a utilização dos sistemas da Canonical. “Vamos trabalhar muito próximo ao governo para dar o suporte necessário. Temos visto em eventos do setor público o uso do Ubuntu e acreditamos que estaremos presentes na Copa e nos Jogos Olímpicos”, conclui Melamut.



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