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SAP: foco em tecnologia em memória e mobilidade com Hana

Companhia quer reforçar a atuação nos setores por meio da solução Hana, que processa e analisa grande volume de informações de múltiplas fontes em tempo real.

Déborah Oliveira, da Computerworld

21 de setembro de 2011 - 14h30
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De olho na explosão de dados corporativos, que dobra a cada 18 meses de acordo com a consultoria IDC, e na ampliação da mobilidade em todo o mundo, a SAP está investindo fortemente nesses dois segmentos. Para reforçar a atuação no setores, a companhia quer disseminar no mercado a tecnologia Hight-Performance Analytics Appliance (Hana), baseada em nuvem que combina hardware, storage, sistema operacional, software de gerenciamento e recurso de busca de dados in-memory – que permite desenvolver aplicações baseadas em alta capacidade.

“Estamos focados em inovação. Antes, nosso ciclo de inovação era de dois anos, agora são seis meses. Nosso desafio é disponibilizar essas novidades ao mercado”, afirma André Petroucic, vice-presidente comercial SAP.

Carlos Guimarães, diretor de soluções analíticas e tecnologia da SAP, explica que o grande diferencial do Hana é a computação em memória, que lança mão de alta capacidade de armazenamento e processamento. “Essa característica já existe há algum tempo, mas era realizada do ponto de vista do hardware e componentes tecnológicos trabalhavam de forma orquestrada. O que tem de novo é a capacidade de convergência de soluções”, diz.

Segundo ele, a memória de computação armazena dados na RAM, dispensando a leitura a partir de discos rígidos, proporcionando aumento de desempenho e visualização de informações em tempo real. “Soluções tradicionais extraem informações em dias e até semanas. Esse é o grande problema da latência da informação, que é quebrada com Hana”, assinala.

“Hoje, as companhias precisam projetar como as volatilidades de preço no mercado irão afetar os planos de produção e projetar fluxo de caixa e gerenciar riscos, por exemplo, e a resposta da tecnologia in-memory viabiliza essas iniciativas rapidamente”, pontua.

Em testes realizados, prossegue Guimarães, foi possível identificar que o Hana registrou 460 bilhões de dados analisados em menos de um segundo. “É por isso que ela tem sido muito usada por companhias na análise de vendas, controladoria e analise financeira”, aponta.

Guimarães aponta que a solução não é um hardware. “Máquinas da HP, Dell e IBM e outras foram certificadas para executar Hana”, esclarece. E ainda que a análise de dados pode ser feita em software de outros fornecedores. “Ela não é fechada”, aponta.

O executivo diz ainda que o Hana ao ser combinado ao Business Intelligence pode oferecer grande capacidade de análise de informações para aprimorar e agilizar as tomadas de decisão. Ele afirma também que a solução dispensa o uso de banco de dados. “O Hana é o banco de dados, as informações estão na base em memória e os processos em torno dela”, diz. No entanto, ele aponta que até então nenhum dos 50 clientes em todo o mundo que já estão utilizando o Hana [dois deles no Brasil: Ferrous, que realiza atividades em exploração do minério de ferro, e Ativas] não optaram por descartar o banco de dados.

Guimarães indica que até o final do ano o número de usuários deverá aumentar, mas que até lá precisará vencer um desafio. “A maior dúvida das organizações está relacionada ao desconhecimento da solução. Para eliminar essa barreira, mostramos referência, colocando-o em contato com que usa”, diz.

Outro questionamento comum, revela, é a integração do appliance com a rede, além da escalabildiade e o custo total de propriedade (do inglês TCO).

Mobilidade
O diretor de Soluções Analíticas e Tecnologia da SAP explica, na prática, como o Hana pode ser combinado aos dispositivos móveis. “Temos casos fora do País como o da L’Oréal que espalhou anúncios com códigos para serem lidos pelo aparelho, que imediatamente mostra dados sobre o produto e depois aponta onde o consumidor pode comprá-lo em uma loja próxima de onde está”, ilustra.

De acordo com ele, trata-se de uma interação com o dispositivo móvel, o CRM e o ERP da companhia. “São ações que melhoram a experiência de consumo e aproximar o cliente da marca”, completa.

Petroucic afirma que a SAP entrou de fato na era da mobilidade. “Até o ano passado, não tínhamos nenhuma solução móvel, hoje são centenas”, contabiliza. “Temos 40 milhões de usuários (cerca de 5% no Brasil), queremos em 2015 ter 1 bilhão de usuários. Como faremos isso? Colocando a SAP literalmente na mão de todo mundo e entregar informação rapidamente é vital nessa estratégia”, revela.

“Não há como ignorar essa onda. Estudos apontam que em 2013 celulares, smartphones e tablets serã o principal acesso à internet. Hoje, já temos mais smartphones do que PCs”, analisa Guimarães.

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