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Microsoft terá seis incubadoras de empresas no Brasil

Protocolo de intenções assinado com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação prevê fomento a startups das áreas de games e mobilidade, principalmente.

Cristina De Luca

17 de janeiro de 2012 - 17h33
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A Microsoft e o Ministério da Ciência, Tecnologia  e Inovação assinaram nesta terça-feira, 17/1, um protocolo de intenções para a criação de seis aceleradoras de empresas, autosustentáveis, voltadas para fomentar a inovação e o empreendedorismo no País, em seis cidades brasileiras, quatro delas já escolhidas _ Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife.

Elas funcionarão como incubadoras de startups de base tecnológica desenvolvedoras de soluções e aplicações principalmente nos segmentos de Games, Telecomunicações (mobilidade), Petróleo & Gás, Saúde e Educação, estratégicas para o desenvolvimento do País. Trata-se de um projeto pioneiro da Microsoft no mundo e, segundo a empresa,  já existem negociações para levá-lo à Rússia.

"Cada aceleradora poderá ter o máximo de 10 startups, incubadas por um período de até três anos, ao longo do qual receberão todo apoio da Microsoft no quesito tecnologia, como já acontece hoje com mais de 2 mil startups participantes do programa BizSpark de apoio ao empreendedorismo, e também apoio às áreas de gestão, marketing e tudo o que uma empresa precisa para crescer", explica Paulo Iudícibus, diretor de Inovação e Novas Tecnologias da Microsoft.

Do ponto de vista da Microsoft, a iniciativa reforça programas já desenvolvidos pela empresa no Brasil, como o próprio programa BizSpark e o Imagine Cup, e tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de produtos inovadores. Tanto que as as startups participantes serão selecionadas entre as 2 mil já apoiadas pela Microsoft, como é o caso da Proativa Soluções de Tecnologia, fundada por alunos da Universidade Federal de Pernambuco, vencedores da Imagine Cup este ano com o Prodeaf -  que permite estender as capacidade comunicativas dos surdos, possibilitando a comunicação por meio de um software que realiza a tradução entre as linguagens de sinais e a falada. As startups participarão de torneios similares à Imagine Cup, sem temas definidos para não inibir a inovação.

A infraestrutura das aceleradoras, sempre ligadas a universidades locais, será muito semelhante a do centro de tecnologia inaugurado pela Microsoft também nesta terça-feira, em São Paulo, o segundo e maior Microsoft Technology Center da empresa na América Latina. "Serão MCTs satélites, interligados ao MTC de São Paulo", diz Fábio Souto, diretor do centro.

Pela Microsoft, o acordo recebeu assinatura do presidente da empresa no Brasil, Michel Levy. Pelo MCTI, o acordo foi assinado pelo titular da Secretaria de Política de Informática (Sepin), Virgílio Almeida. A intenção do governo, que tem papel indutor importante com apoio financeiro em áreas estratégicas para a competitividade do País, é de desenvolvimento de empresas nacionais fortes, com propriedade intelectual nacional, que sejam bem-sucedidas, gerando oportunidades para jovens brasileiros e ecossistema rico no Brasil, do qual a Microsoft se beneficie indiretamente.

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