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Negócios
SAP aumenta receita e base de clientes no Brasil
Balanço divulgado pela subsidiária reporta crescimento do faturamento de 9% em 2011 e conquista de 338 novos contratos, sendo a maioria compras de ERP.
Edileuza Soares, da Computerworld
A busca das organizações por melhoria das operações para ganhar mais competitividade ajudou a SAP a aumentar as vendas das soluções empresariais no Brasil em 2011. Segundo balanço divulgado pela subsidiária da produtora alemã de software, nesta quinta-feira, (26/01), as receitas no País aumentaram 9% e a base de clientes cresceu 10% no ano passado, em comparação com os resultados de 2010.
Os resultados apresentados não revelam valores de faturamento no País. O presidente da SAP Brasil, Luís Verdi, justifica que a companhia não quebra receita por região. Mas o balanço global, anunciado ontem, (25/01), reportou que a empresa movimentou 14,2 bilhões de euros em 2011, com aumento de 14% sobre os 12,4 bilhões de euros obtidos em 2010. Desse total, 3,9 bilhões foram vendas de software, com crescimento recorde de 22% em comparação com o ano anterior.
Segundo Rodolfo Cardenuto, CEO da SAP para a América Latina, o Brasil foi o país que teve melhor desempenho da região em 2011. Ele informa que o continente tem peso de aproximadamente 8% na receita global e que o Brasil contribui com cerca de 4% do faturamento da região.
Em 2011, a SAP Brasil conquistou 338 novos clientes, encerrando 2011 com uma base de 1,5 mil contas no País. De acordo com Verdi, a maioria dos novos contratos é de empresas que compraram sistemas de gestão empresarial (ERP). Esse tipo de tecnologia ainda é o carro-chefe de receita da filial, responsável por 57% dos negócios.
Entretanto, Verdi destaca que quase metade do faturamento da subsidiária, ou 43%, já é gerada pela venda de outros tipos de soluções como aplicações analíticas de Business Intelligence (BI), data warehouse, gestão de riscos e compliance (GRC) e ferramentas para gerenciar o relacionamento com o cliente (CRM).
Do total dos contratos da companhia, as pequenas e médias (PMEs) representaram 70% em 2011. O 30% restantes são clientes de grande porte. Para a SAP, são considerados pequenos negócios, empresas que faturam até 200 milhões de reais e médias as que movimentam até 300 milhões de reais.
As áreas em que a SAP cresceu mais no Brasil em 2011 foram o setor financeiro, saúde e distribuição. Verdi atribui aos bons resultados da filial ao plano estratégico que vem colocando em prática desde 2009 e que tem a meta de triplicar os negócios do Brasil até 2014.
Cardenuto lembra que antes de 2009, a operação do Brasil estava entre as dez da SAP no mundo e que hoje é a quinta maior, atrás dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Rússia. “Nossa meta é chegar ao terceiro lugar até 2014”, promete Verdi, que avalia que os objetivos traçados para os três primeiros anos foram cumpridos. Mas ele reconhece que o Brasil terá de enfrentar um cavalo selvagem, que está correndo por fora, chamado China.
Apostas para 2012
A SAP começa o ano com nova estratégia para fortalecer sua presença no mercado de aplicações de negócios. Um deles é o de cloud computing. A empresa conta com algumas aplicações em nuvem, mas Verdi diz que no Brasil esse negócio está em fase inicial e promete novidades para o País durante o SAP Forum, que será realizado em março em São Paulo.
Há especulações no mercado de que a SAP irá lançar no Brasil uma oferta do ERP Business One, voltado para o segmento de PMEs, pelo modelo de serviço. A solução seria oferecida por meio de parceiros de data center locais.
No exterior, a SAP já tem acordo com a Amazon para entrega de aplicações na nuvem. Porém, Verdi não quis comentar se esse tipo de aliança será replicado aqui, já que Amazon iniciou recentemente operação no País.
Além de nuvem, a SAP vai reforçar a oferta em outras quatro áreas: aplicativos (ERP e CRM); soluções analíticas (CRC, BI, data warehouse, EPM etc); mobilidade e tecnologia de base de dados (Hana e outras soluções para analisar Big Data).
Cardenuto acredita que com as últimas aquisições que a SAP fez nos últimos cinco anos, a companhia se fortaleceu e está preparada para atender esses mercados. Nesse período, a empresa investiu entre 15 bilhões de dólares e 17 bilhões de dólares em três compras grandes compras para reforçar suas ofertas que foram Business Object, Sybase e a mais recente SuccessFactors.
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