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Donald Feinberg é vice-presidente e analista emérito do Gartner.

O UNIX Morreu?

Entenda como hoje o UNIX é visto e utilizado pelo mercado. Por Donald Feinberg, vice-presidente e analista emérito do Gartner.

21 de maio de 2007 - 17h19
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Muito já foi escrito sobre a “Morte do UNIX”. Atualmente, ele é usado como uma alternativa bem-sucedida ao “ambiente mainframe” em muitas organizações ao redor do mundo e bem aceito como plataforma de sistema operacional de missão crítica. Se você encarar isso como um fato, certamente vai indagar por que o Linux ruma tão rápido para desbancar o UNIX.

A primeira promessa do Linux foi que software Open Source é gratuito. A licença é gratuita, mas o custo total de propriedade do Linux acaba sendo superior ao do Unix quando você considera os custos de suporte e a inexistência de ferramentas de gerenciamento, o que demanda recursos humanos acima do normal para gerenciar o ambiente. A promessa seguinte do Linux foi que ele só teria uma versão, ao contrário das muitas versões do UNIX. Infelizmente, não é o que acontece hoje. O Linux tem muito mais versões do que o UNIX – duas muito importantes, Redhat e SUSE (da Novell), e agora Oracle emergindo com uma possível terceira versão. E quanto à funcionalidade? O Linux apresenta muitas limitações relacionadas a número de processadores, largura de banda para armazenamento, etc.

A diferença básica entre o Linux e o UNIX, além do custo da licença, é que o Linux, independentemente da versão, suporta múltiplas plataformas de hardware. Cada uma das três versões do UNIX existentes (HP/UX, AIX e Solaris) é diferente da outra e só roda em hardware proprietário, em geral mais caro. O Linux suporta múltiplos fornecedores e roda em hardware mais acessível. Não há necessidade de treinamento adicional para passar de uma plataforma de hardware a outra usando a mesma versão do Linux. Com o UNIX, mudar de fornecedor pode ser oneroso, não só pelo hardware, mas também pelo pessoal de suporte que precisa ser treinado e se tornar exímio no novo sistema operacional. É o argumento usado há mais de 20 anos pelos fornecedores de sistema de gerenciamento de banco de dados relacional, que pregam a portabilidade como um recurso de software necessário. Teoricamente, à medida que inovações em hardware se tornem disponíveis, o Linux poderá transformar-se para se beneficiar delas. Toda esta promessa de portabilidade é a vantagem do Linux em relação ao UNIX.

Os avanços tecnológicos estão cada vez mais acelerados e os budgets de TI estão crescendo apenas um dígito mundialmente, obrigando-nos a ser flexíveis e estar preparados para tirar proveito de qualquer economia capaz de aumentar o valor da TI para o negócio. O Linux carrega esta flexibilidade e esta promessa como ambiente de sistema operacional. O UNIX morreu e nos próximos cinco anos a maioria das novas aplicações será implementada em Linux, Windows ou z/OS. Mas ainda vai levar 20 anos ou mais para que o UNIX desapareça da infra-estrutura de TI. O investimento em hardware e software UNIX hoje é muito grande para que ele seja simplesmente descartado. Será substituído com o correr do tempo, à medida que os sistemas alcancem o fim do seu ciclo de vida e o retorno sobre o investimento da substituição se torne eficaz em termos de custos.

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