[ Notícias ]
Comissão Européia acusa Apple e gravadoras de ferirem competição
Empresas são acusadas de práticas restritivas por estabelecerem preços diferentes para músicas vendidas em cada país do bloco
Empresas são acusadas de práticas restritivas por estabelecerem preços diferentes para músicas vendidas em cada país do bloco
A Comissão Europeia acusou a Apple e diversas outras gravadoras de práticas de preços restritivas na União Européia, disse um porta-voz do braço executivo do bloco europeu na terça-feira (03/04).
Os clientes na Europa pagam diferentes preços por músicas compradas na loja iTunes dependendo do país em que vivem. Dois anos atrás, um grupo de defesa do consumidor britânico reclamou à Comissão que os habitantes do Reino Unidos pagavam mais caro pelas faixas que os vizinhos e que o iTunes não permitia que os clientes comparassem preços para escolher o melhor.
“Os consumidores só podem comprar músicas do iTunes em lojas online dos seus países de residência e portanto estão restritos nas suas escolhas de onde comprar músicas, e conseqüentemente sobre que música está disponível a que preço”, disse Jonathan Todd, porta-voz de assuntos de competição da Comissão.
No mercado único europeu, os acordos de distribuição entre as gravadoras e a Apple poderia levar a práticas restritivas, disse Todd. A Comissão não apontou os nomes das gravadoras envolvidas.
A Apple alega que tentou abrir uma loja pan-européia, mas foi impedida pela indústria musical. “Fomos aconselhados pelos selos musicais e editores que havia limites legais em relação aos direitos que poderiam nos dar”, disse a empresa em um comunicado, de acordo com diversas reportagens.
A Apple despertou a preocupação de governos e grupos de defesa dos consumidores em diversos países por proibir que as músicas compradas no iTunes toquem em outros players que concorrem com o iPod.
A companhia vem se movimentando para aplacar essas preocupações. Na segunda-feira, a empresa assinou um acordo com a gravadora EMI, que vai oferecer músicas no iTunes sem tecnologia de restrição à cópia.
No entanto, essa questão não é parte do processo atual de antitruste, disse a Comissão. “A declaração de objeção... não é sobre o uso pela Apple de Digital Rights Management (DRM) [gerenciamento de direitos autorais] proprietário para controlar downloads da loja iTunes”.
Com a ação, a Apple entra para uma lista de empresas que vêm sendo investigadas pela Comissão há anos, que inclui Microsoft e Intel. A Microsoft foi considerada culpada de abuso de monopólio em 2004, enquanto a Intel espera resultado formal sobre a investigação de um possível abuso da sua posição predominante no mercado de chips.
*Paul Meller é editor do IDG News Service, em Bruxelas.
Publicidade




