Publicidade

Segurança

Web brasileira está carente de segurança e privacidade

Uma pesquisa realizada com 1172 internautas, pela PricewaterhouseCoopers e pela eBit, demonstra a importância das políticas de privacidade e de segurança. Os quesitos não inibem as compras eletrônicas, mas entre as mil lojas existentes na Internet brasileira, somente 220 têm política de privacidade e 630 possuem o protocolo SSL.

Por Ceila Santos

31 de outubro de 2001 - 15h36
página 1 de 1

Pesquisa realizada em parceria entre o site de pesquisa eBit e a consultoria PricewaterhouseCoopers, com 1172 internautas das classes A e B, sinaliza que as operações online ainda têm que assumir muitas ações e investir pesado em política de segurança e privacidade.<p>
"Estamos há 10 anos oferecendo serviços para este segmento e continuaremos durante muito tempo. É um excelente filão que apresenta um potencial enorme", observa Edgar D’Andrea, sócio da unidade de soluções de gerenciamento de risco da Price.<p>
O executivo revela que os serviços de segurança e privacidade podem custar entre R$ 50 mil até R$ 1 milhão. "Tudo depende da estratégia da empresa", afirma.<p>
Estima-se que o gasto com segurança deve triplicar anualmente, até 2005. D’andrea ressalta ainda que o grande desafio das empresas é analisar qual é o grau de investimento em segurança: "é importante criar um equilíbrio entre o investimento e a receita. O mercado ainda não tem a maturidade no seu fluxo de caixa para priorizar a política de segurança e privacidade".<p>
Luiz Otávio Amaral, do eBit, afirma que a lei norte-americana antiterrorista, que decreta monitoramento remoto, não deve reduzir as transações. "A percepção dessa lei já existe, mas a falta de exemplo de invasão de privacidade não inibe as compras eletrônicas", explica.<p>
Os dois executivos concordam que o volume de transações comerciais eletrônicas não diminui devido aos itens privacidade e segurança. Porém, os usuários podem migrar a compra para sites mais seguros. "Isso é tão real que cerca de 90% das compras realizadas na Web se concentram em 20 lojas", exemplifica Amaral.<p>
Ele destaca que entre as mil lojas existentes na Internet brasileira, 220 têm política de privacidade e 630 possuem o protocolo SSL, representado pelo ícone do cadeado. Entre os resultados obtidos na pesquisa, destacam-se os seguintes pontos:<p>
— 54% dos entrevistados consideram muito preocupante o acesso dos dados pessoais para terceiros não autorizados;
— 68% têm restrições em oferecer dados sobre saúde e intimidade sexual;
— 57,1% recorreria ao provedor de Internet, caso se sentisse vítima de uma invasão de privacidade;
— enquanto 54% não confiam no governo como protetor dos interesses pessoais de privacidade, o setor financeiro dispara com 47% de confiança;
— 87% consideram uma ameaça à privacidade o monitoramento governamental em combate ao crime;
— 74,3% determinam se um site é confiável devido à marca da empresa;
— 62% deixaram de fornecer seus dados pessoais após ler cláusulas de privacidade de um determinado site.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld