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Segurança

Empresa de segurança inicia operações no País

F-Secure abre as portas no País com distribuição própria; objetivo é faturar US$ 19,5 milhões no Brasil ao longo deste ano.

Por André Borges

22 de fevereiro de 2005 - 13h22
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Mais uma empresa especializada em segurança da informação acaba de fincar os pés no Brasil. Desta vez trata-se da F-Secure, finlandesa que, por meio de distribuidora própria (FSD, F-Secure Distribuidor), passa a vender seus produtos para todo o Mercosul.

A expectativa da companhia é de que a América Latina passe a representar 10% de seu faturamento mundial nos próximos dois anos, meta que, ao menos com produtos antivírus, é antecipada para 2005 por Daniel Carboni, executivo contratado para assumir os negócios na região.

Segundo Carboni, a empresa atacará os segmentos de varejo, governo e corporativo, os quais devem representar, respectivamente, 25%, 25% e 50% da receita. "Somos uma empresa de segurança da informação, temos soluções de mercado, e não apenas antivírus", diz.

Para concorrer com empresas já conhecidas na região, como Symantec e McAfee, a F-Secure aposta no tempo de resposta de suas soluções, hoje reportadas pelos dois centros de pesquisa da empresa, localizados em Helsinque, Finlândia; e Califórnia, nos EUA. "Com essa estrutura, conseguimos cobrir todo o fuso mundial", comenta o executivo, acrescentando que, diariamente, a empresa publica de uma a cinco atualizações de seus produtos, o que garante maior grau de segurança para os usuários.

A estrutura das soluções é mais uma aposta. Com diferentes "engines", isto é, diferentes processos lógicos, os produtos cruzam sistemas de captura desenvolvidos internamente com outros de mercado, como o anti-spyware da Lavasoft; e uma solução de detecção da Kaspersky Lab.

Ao lado da promessa de garantir mais qualidade nos serviços, a F-Secure também deve atacar seus concorrentes com preços até 25% abaixo da média de mercado.

Segundo estudos da própria empresa, o mercado brasileiro de segurança é de US$ 195 milhões. "Queremos 10% desse mercado, tendo como prioridade para 2005 a área de mobilidade", declara Carboni.

A F-Secure já tem clientes no Brasil. Entre estes estão o Ministério da Justiça e o Departamento de Aviação Civil. No setor privado estão empresas como Honda, Basf, Patrus Transporte, Marbel Alimentos, Magnesita, Sudameris e HSBC. Como mercado alvo, Carboni diz que dará mais atenção ao setor de telecomunicações.

Para atender a área corporativa, a empresa está firmando alianças com canais como a CPM.O executivo não fala de investimentos locais ou mesmo novas contratações. Em todo o mundo, a F-Secure concentra apenas 320 funcionários, sendo 60% técnicos.

Novas versões de produtos como o Cliente Sever 5.6 também serão anunciadas no próximo mês. Uma das estratégias para ganhar espaço no setor corporativo é oferecer a gestão centralizada de segurança, sem cobrar pelo números de painéis de gerenciamento. "Isso para nós não importa, o que queremos é que o cliente tenha a segurança integrada, e não tenha que pagar pelo número de pontos de presença que possui".  

 

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