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Segurança

Aquisições e treinamentos reforçam segurança na MS

Segundo Adrienne Hall, diretora sênior de Trustworthy Computing, as aquisições de empresas de segurança e iniciativas de educação dos usuários reforçam os pilares da estratégia.

Por Camila Fusco

24 de março de 2005 - 16h28
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Ainda no primeiro semestre de 2002, logo ao criar seu conceito de Computação Confiável (Trustworthy Computing), a Microsoft elegeu como ponto principal de sua estratégia realizar ações que reforçassem questões como confiabilidade, privacidade e segurança das informações mantidas pelos clientes.

O programa deveria responder não só a questões como "a tecnologia estará lá quando eu precisar dela? Vai mantém minha informação confidencial segura? Fará o que precisa fazer?", mas também garantir a integração dos sistemas dos usuários e fornecer elementos básicos que educassem esses clientes a como gerenciar seus sistemas.

Quase três anos depois do lançamento da Trustworthy Computing, a Microsoft comemora os resultados. De acordo com Adrienne Hall, diretora sênior mundial da área, além de o programa ter apresentado avanços em seus quatro pilares básicos - segurança, privacidade, confiabilidade e integração de negócios - treinou mais de 50 mil profissionais, entre técnicos e parceiros, fato que ressaltou a importância dos treinamentos na visão da Microsoft.

As aquisições de empresas de soluções de segurança também ajudaram a reforçar o comprometimento da companhia com o conceito de Computação Confiável. Desde 2003 foram três os grandes investimentos da Microsoft: a compra da tecnologia da GeCAD Software Srl, de Bucareste (Romênia), a Giant, em dezembro de 2004 e a recém-anunciada Sybari Software.

"Em nosso primeiro ano, estávamos empenhados em definir as áreas do programa. Em uma segunda etapa definimos quais as tecnologias que utilizaríamos para a computação segura. Agora vamos nos empenhar em aproveitar o potencial das nossas aquisições para trabalhar em novas tecnologias", destacou.

Entre os próximos passos da Microsoft para a área de segurança está o desenvolvimento de um antivírus corporativo, conforme sinalizou Rich Kaplan, vice-presidente dos negócios de segurança e da unidade de tecnologia da Microsoft. De acordo com o executivo, as empresas adquiridas terão papel crescente na criação das novas tecnologias. 

Em relação aos avanços já feitos em termos de ferramentas e centros de apoio, Adrienne Hall destaca a criação do Microsoft Security Response Center (MSRC), unidade que envia relatórios periódicos aos clientes para informar sobre vulnerabilidades suspeitas em produtos da Microsoft; a criação do anti-spyware, da ferramenta para remoção de ameaças e, principalmente, do pacote de correções Service Pack 2 para o Windows XP.

A executiva aponta também que, no que diz respeito ao pilar privacidade do programa de Computação Confiável, a Microsoft vem trabalhando junto aos governos para apoiar ações sobre melhores práticas. 

"Procuramos transmitir um pouco dos nossos conhecimentos para apoiar iniciativas governamentais nesse sentido", diz, sem detalhar as iniciativas da Microsoft para os países sem legislação específica para tecnologia, como o caso do Brasil frente aos spams.

Paralelamente ao programa de Computação Confiável, a Microsoft reforça sua iniciativa de educação do usuário por meio da criação da Academia Latino-Americana de Segurança da Informação. 

Trata-se de um programa de capacitação especialmente direcionado aos profissionais especializados na área. O treinamento é gratuito e está dividido em três fases - duas pelo website TechNet Brasil e outra na sede da companhia, em São Paulo. A iniciativa segue a estratégia adotada no México para profissionais da América Latina, que até hoje já ultrapassou cem mil inscritos.

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