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Segurança

Companhias estão mais vulneráveis a spywares

Pesquisa mostra que os programas espiões, antigamente considerados problemas de usuários finais, já atacam 79% dos usuários corporativos.

Por Camila Fusco

24 de março de 2006 - 15h25
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Softwares espiões, ou spywares, costumavam ser considerados problemas de usuários finais. Agora, porém, eles têm chamado toda a atenção de gerentes de TI também nas corporações.

Uma pesquisa recente conduzida pelo Computerworld com 577 profissionais responsáveis por segurança de TI mostrou que 79% dos entrevistados já tiveram problemas com spyware em 12 meses. Do total 71% também disseram que consideram os spywares uma ameaça de peso às organizações.

Embora os efeitos dos softwares espiões sejam percebidos principalmente pelos usuários das máquinas afetadas, é certo que a ameaça extrapola os limites do uso e pode comprometer toda a segurança da companhia. Tal visão é compartilhada por 84% dos entrevistados.

Por outro lado, as boas notícias dizem respeito a como as organizações de TI estão finalmente tendo consciência de quais ferramentas são necessárias para ter o problema sobre controle. A evolução de ferramentas de gerenciamento central de combate a spyware para desktops são algumas das estão ajudando as organizações a identificar e eliminar programas de spyware, além de impedir que outras infectem os PCs. No entanto, as ferramentas são novas e ainda passam por um processo de maturação: 41% dos entrevistados disseram que já utilizam softwares anti-spyware corporativos.

Na companhia de telecomunicações TelCove, o uso de software anti-spyare ajudou a reduzir as chamadas ao help desk em 30%, segundo o administrador Windows Anthony Waters. O help desk da companhia atende 1,5 mil usuários em 72 escritórios. As chamadas relativas a ocorrências com spywares dispararam a partir de 2004.. “Era uma loucura”, aponta Waters.

Em dezembro daquele ano, a companhia adicionou a ferramenta AntiSpyware Enterprise da McAfee a seu software antivírus. Com isso, os programas que eram erroneamente interpretados como spyware e não podiam ser executados já reaparecem no sistema. A companhia também instalou o pacote de correções Service Pack 2 para o Windows XP, o que colaborou para reduzir várias vulnerabilidades no Windows e Internet Explorer, capazes de ser exploradas pelos spywares.

Até o final de 2004, poucas ferramentas contra spyware estavam disponíveis. Atualmente, no entanto, os maiores fornecedores de software antivírus já oferecem soluções para os problemas. Segundo a IDC, os números já podem ilustrar como os softwares antivírus devem ser considerados importantes. “Eles ocupam agora a terceira colocação entre os softwares de segurança mais implantados, perdendo apenas para antivírus e firewalls”, aponta.

Mais perdas

Apesar de os programas espiões serem comprovadamente prejudiciais aos sistemas das companhias, foi pequeno o índice de entrevistados que apontaram roubo de dados sensíveis em virtude dos spywares. Esse foi o caso de 6% das respostas.

Já os adwares – softwares instalados nos navegadores da web para coletar informações dos hábitos do usuários – continuam a causar problemas de confiabilidade e performance para as empresas. Vinte e dois por cento dos pesquisados disseram que os programas mais agressivos desse tipo – como trojans, keyloggers e discadores – resultaram em invasões, enquanto 14% testemunharam destruição de dados ou programas.

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