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Segurança

Mercado brasileiro de smart cards alcançará US$ 345 milhões em 2011

O número de unidades de smart cards no mercado brasileiro deverá saltar de 79,6 milhões em 2005 para 260,4 milhões em 2011, aponta estudo da Frost & Sullivan.

Por COMPUTERWORLD

31 de março de 2006 - 17h56
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O número de unidades de smart cards no mercado brasileiro deverá saltar de 79,6 milhões em 2005 para 260,4 milhões em 2011, aponta estudo da Frost & Sullivan.

Durante esse mesmo período, a receita desse mercado deve crescer em média 34,2% ao ano, passando de 139,3 milhões de dólares para 344,8 milhões de dólares até 2011.

O Brasil, que já é considerado o principal mercado de smart cards da América Latina, deve crescer ainda mais graças à migração das operadoras para tecnologia GSM, ao uso de cartões de transportes coletivos em diversas capitais, como o Bilhete Único em São Paulo, e à busca por soluções para evitar fraudes em transações financeiras. Somente em 2005, usuários brasileiros perderam mais de 120 milhões de dólares em transações financeiras pela internet.

Os cartões com linguagem SIM (Mobile Identity Subscriber), usado principalmente pelas empresas de telecomunicações, devem deter mais de 30% do market share e das receitas de smart cards em 2011.
 
O estudo mostra que, diante dessa tendência, empresas como Axalto, Gemplus, GD Burti, Oberthur e Daruma Orga têm instalado fábricas no Brasil para produzir os cartões localmente e exportá-los conforme a necessidade.

Para a massificação desses cartões, no entanto, é preciso alterar terminais, leitoras e aprimorar as redes, observa o relatório.

Apesar do cenário otimista, ainda falta conhecimento sobre os benefícios da tecnologia de smart cards e há escassez de padrões e de regulamentações.

"Os desafios para esse mercado são: encontrar soluções de valor agregado que garantam a rentabilidade e o retorno de investimento nessa aplicação; estabelecer parcerias com o governo e players do mercado e desenvolver múltiplas aplicações em um mesmo cartão", observa Alejandra Etcharran, analista de pesquisa da Frost & Sullivan

Tecnologias Smart Cards
SIM: Está presente nos dispositivos GSM e é a mais significativa atualmente, com 51% dos smart card. Mas o crescimento deve estabilizar com a maturidade do mercado.

Mifare: É utilizada pelos cartões de transporte e crachás de acesso. Como oferece maior segurança e flexibilidade, além de custos mais baixos do que o RFID, deve se expandir para controles de acesso em curto prazo.

EMV: É o padrão dos cartões Mastercard e Visa, que está sendo cada vez mais utilizado por instituições financeiras e tende a apresentar um crescimento progressivo.

ID Card: O possível uso obrigatório do e-CNPJ em 2007 para pagamentos de impostos e declarações de renda via internet, e a adoção de e-passaportes em 2008 e 2009, o uso da tecnologia de smart card deve crescer.

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