Segurança
Estudo:phishing bate recorde em março
Estudo do Anti-Phishing Working Group justifica preocupação crescente com a ameaça, que teve 18.840 ataques registrados durante o período.
Por IDG Now!
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Os casos relacionados a phishings atingiram nível recorde em março deste ano, com registro de 18.840 diferentes tentativas de fraude pelo Anti-Phishing Working Group, grupo de segurança formado pelas empresas de segurança Panda Software, WebSense e MarkMonitor. O recorde anterior era de janeiro de 2006, com 17.877 tentantivas de fraudes de phishing.
Este número representa um aumento de 7% em relação ao mês de fevereiro. Na média dos três primeiros meses de 2005, foram feitos 18 mil ataques, contra 17 mil no mesmo período do ano passado, segundo o grupo.
O número de sites fraudulentos que hospedam a armadilha veiculada pelo phishing chegou a 9.666, ainda menores que os 9.715 registrados em janeiro deste ano. O aumento das mensagens falsas e a diminuição dos sites que hospedam as armadilhas indicam uma evolução dos hackers, que estão mais especializados e ágeis.
A mesma queda foi indicada entre as marcas utilizadas pelos e-mails para atrair o usuário para a fraude. Das 105 registradas em fevereiro, o número caiu para 70 marcas em março. A maioria esmagadoras delas (90%) continua sendo de instituições financeiras, como bancos e empresas de crédito.
Assim como já havia ocorrido quando os spams começaram a virar motivo de preocupação, os Estados Unidos continuam como líder entre os países que mais enviam mensagens fraudulentas, responsáveis por 35,13% do tráfego de phishing. A China aparece atrás, com 11,93% das emissões, seguida pela Coréia do Sul, com 8,85%.
O Brasil aparece apenas na nona posição, responsável por apenas 1,97% dos phishing enviados. A posição vai de encontro com a pesquisa da Sophos divulgada na semana passada que afirma que o país era o oitavo no envio de mensagens indesejadas, com 2.9% do tráfego.
O país, porém, tem posição "melhor" quando o grupo lista a localização dos phishing que usam programas de registro de teclas (tecnicamente conhecidos como keyloggers) para roubar dados confidenciais. O Brasil é o quinto na categoria, com 2,67% das mensagens, atrás dos EUA, Espanha, China e Rússia.
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