Segurança
NEC e Mitsubishi desenvolvem dispositivo para integrar sistemas de encriptação
Pela primeira vez, foi apresentado um método de interoperabilidade de sistemas de criptografia quantum de fornecedores diferentes.
Por COMPUTERWORLD
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A NEC e a Mitsubishi Eletric anunciaram nesta sexta-feira (12/05) um método que permite que os sistemas de encriptação quantum consigam se comunicar.
Sistemas de criptografia quantum estão em desenvolvimento pelos laboratórios de algumas empresas e instituições do governo e são usadas para compartilhar uma chave de encriptação entre dois usuários, e depois usar a mesma chave para encriptar dados em uma rede convencional. As chaves são codificadas dentro de partículas de luz chamadas fótons, os quais não podem quebrados. Se uma chave completa é recebida, pode-se confiar que não houve intercedência de nenhum agente maligno.
O sistema foi desenvolvido como parte de um projeto de encriptação quantum patrocinado pelo Instituto Nacional de Informação e Comunicação do Japão (NICT), o qual foi iniciado há quatro anos e encerrado em 2005.
Ele está instalado em um único PC que abriga um centro de segurança, disse Mitsuru Matsui, gerente de tecnologia da segurança da informação da Mitsubishi Eletric’s, declarou em uma coletiva de imprensa em Tóquio.
O PC é conectado via conexão de padrão Ethernet às caixas de encriptação quantum da NEC e Mitsubishi. Há uma única chave no PC para ambas as caixas, conectadas por links de fibras óticas àquelas instaladas em locais distantes. Um link com criptografia quantum permite que a chave seja transportada de maneira segura, disse Matsui.
Com a chave de distribuição, os usuários de lugares distante podem trocar dados com todos os outros por meio de uma rede convencional, na qual a chave não é segura. Isto é possível mesmo que os usuários tenham sistemas de vendedores diferentes, ele disse.
Segundo as empresas que o desenvolveram -com a ajuda da Universidade de Tóquio - , esse foi um importante passo para o uso comercial desse tipo criptografia, o que deve acontecer em cinco anos. Até então, não havia nenhum padrão definido, ou seja, essa é a primeira vez no Japão - e provavelmente no mundo -, que um modelo de interoperabilidade foi concluído, disseram as empresas.
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