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Segurança

Segurança da informação rouba a cena na Copa

Entre as iniciativas da Fifa está o uso de sistemas biométricos para registrar face de suspeitos e confrontá-las com banco de dados.

Por COMPUTERWORLD

30 de maio de 2006 - 09h15
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A Alemanha está se apoiando fortemente em sistemas da informação para garantir a segurança total durante toda a Copa do Mundo de futebol, que tem início no dia 9 de junho. O objetivo é não só evitar panes em sistemas de informação, mas também eliminar riscos físicos às pessoas, como o ocorrido em 1972, quando terroristas palestinos assassinaram 11 atletas israelenses durante as Olimpíadas de Munique.

Preocupados com ações de grupos neonazistas e de torcidas como os hooligans, os alemães elaboraram uma extensa lista de precauções de segurança. O relatório começa com o uso de tecnologias de identificação por radiofreqüência (da sigla em inglês RFID). Os mais de 3,5 milhões de tíquetes para os 64 jogos contêm o chip de identificação. Por meio da tecnologia, a organização do mundial confrontará as informações de cada torcedor com uma base de dados única, que terá leitores em portões de 12 estádios.

Os dados inseridos nos tíquetes incluem informações pessoais como nome, endereço, data de nascimento, nacionalidade e número de passaporte ou identificação. Nunca um evento organizado pela Federação Internacional do Futebol (Fifa) havia solicitado informações pessoais de torcedores como neste Mundial.

Do Centro Nacional de Cooperação e Informações, localizado em Berlin, serão cruzadas informações em tempo real da Interpol e de outros serviços de inteligência, coordenando operações de segurança e monitorando atividades suspeitas.

Os estádios, segundo a Fifa, contarão com câmeras especiais para gravar informações biométricas da face de pessoas que tenham atitudes suspeitas. Em tempo real, equipes de segurança pretendem checar os dados biométricos colhidos com um banco de dados de imagens.

Entre as informações que serão acessados pelos organizadores estão dados de 6 mil torcedores hooligans, os quais já se envolveram, de alguma forma, em ações de violência ou vandalismo.

A Fifa informou que muitas das tecnologias que serão utilizadas já foram testadas em jogos da Copa das Confederações, realizados na Alemanha no ano passado. As iniciativas, mais uma vez, envolverão a polícia federal. Muitos dos 30 mil policiais escalados para manter a segurança durante os jogos estarão munidos de um dispositivo sem fio para identificação biométrica de pelo, cujos dados também serão comparados com as informações do centro de segurança. Além disso, estará pronta para agir uma tropa de 7 mil soldados alemães, especializados em armas nucleares, biológicos e químicas.

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