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Segurança

Setor de segurança se aproxima da consolidação

Acomodação do quadro na área de segurança é reforçada pela compra da ISS pela IBM. Novo componente nesse jogo pode vir da Symantec, se rumores sobre compra da Módulo se mostrarem verdadeiros.

Por Ana Paula Oliveira, do Computerworld

08 de setembro de 2006 - 08h20
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O anúncio feito no fim de agosto sobre a compra da ISS pela IBM por 1,3 bilhão de dólares veio chacoalhar mais uma vez as estruturas do mercado de segurança, já bastante acostumado com as ondas de consolidação.

A transação, que deve ser concluída até o fim deste ano, prevê a integração de toda a linha de software da ISS ao portfolio de gerenciamento de serviços da IBM, o Tivoli. Com cerca de 11 mil clientes em todo o mundo, a ISS se tornará uma unidade de negócios dentro da área de Global Services da Big Blue. A operação também inclui os centros de operações da empresa existentes em vários países.

De acordo com Jeff Murphy, diretor de pesquisas da consultoria Robert Francês Group, a união das duas empresas é positiva para ambos os lados. “Boa para a ISS porque a companhia está sendo adquirida por um preço quase quatro vezes superior ao seu faturamento e boa também para a IBM, já que auxilia a companhia a desenvolver seu portifólio de segurança”, aponta. O consultor também acredita que a aquisição da ISS vai expandir as habilidades da IBM na área de segurança como jamais visto.

Como já era de se esperar, apesar de muitos verem com bons olhos essa transação, a maior apreensão surge com mais força do lado dos 11 mil clientes da ISS, que de um dia para outro vêem seu fornecedor de longa data ser “engolido” pela gigante IBM.

Aos mais preocupados, a gerente-geral de serviços de infra-estrutura da Big Blue, Val Rahmani afirma que “a incorporação da ISS pela IBM garantirá aos clientes uma maior estrutura de suporte mundial, além de maiores investimentos destinados aos produtos e serviços que não seriam viabilizados se a ISS continuasse sozinha no mercado”.

Diante deste cenário, fica claro que a abordagem isolada de uma empresa ao mercado está cada vez mais fora de moda, principalmente se a operação, apesar de bem-sucedida, não contar com uma forte escala global. Vale destacar nessa área dois nomes que continuam – é impossível saber realmente até quando – apostando nessa estratégia. Uma delas é a Kaspersky, que acabou de oficializar sua linha de produtos domésticos antivírus e segurança para internet no Brasil.

Em sua primeira visita ao País, o co-fundador da empresa, Eugene Kaspersky, reafirma a estratégia de foco no desenvolvimento de soluções eficientes e critica a importância excessiva dada ao marketing pela concorrência. “Testes independentes sempre provam que temos a melhor tecnologia e queremos continuar como uma empresa de tecnologia e não de marketing”, alfineta.

Kaspersky também descarta a possibilidade da empresa ser adquirida nos próximos meses. “Não temos a menor intenção de sermos comprados, queremos continuar como uma empresa, um nome independente. Podemos até reforçar nosso portfolio comprando outras empresas, mas não vendendo a nossa”, garante o executivo.

Outro nome de sucesso independente na área de segurança, mas que já é alvo de rumores nessa onda de consolidação é a Módulo. Alguns dias depois da compra da ISS, surgiram na mídia notas sobre a possível compra da empresa pela Symantec, por conta da vinda ao Brasil de um executivo da companhia norte-americana justamente para conversar com possíveis objetos de aquisição. A Módulo também seria alvo de interesse da McAfee.

Pressionada, a Symantec afirmou que sempre está em busca de oportunidades para expansão de seus negócios e que avalia o mercado brasileiro constantemente, mas que nesse caso, não existiam negociações. A Módulo, por sua vez, reafirmou sua estratégia de expansão internacional, desmentindo esses boatos. Diante de tanto diz-que-diz-que, só o tempo irá mostrar como serão marcadas as posições finais nesse tabuleiro.

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