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Segurança

TI precisa construir seu próprio case de segurança

Executivos norte-americanos dão dicas de como os gerentes de segurança devem se posicionar diante da presidência para convencer da necessidades de investimentos na área.

Por Luiza Dalmazo

15 de setembro de 2006 - 12h24
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Gerentes de TI deveriam focar na explicação dos riscos de negócio, impacto para os clientes e requisições regulatórias quando forem justificar a necessidade de investimentos em ferramentas de segurança para executivos da corporação.

Administradores de TI e de negócios também sugeriram na conferência "Os Padrões de Segurança", realizada nesta semana nos EUA, que o corpo de funcionários de segurança não deveriam usar jargões de tecnologia ou exagerar nas teorias para a organização quando propuserem novos projetos para executivos top.

“O que nós precisamos dos CSO são fatos, objetividade e algumas recomendações claras e reais para demonstrar retornos alcançáveis com os investimentos em segurança”, disse o diretor financeiro da BT Global Financial Services, Lawrence Kinsella. “Não estamos procurando pessoas do tipo ‘o céu está caindo’, que trazem medo e incertezas”, completa.

O executivo afirmou ainda que gerentes de segurança as vezes oferecem informações pouco confiáveis para mostrar que os projetos trazem riscos e embora estimativas de retorno de investimento não sejam requeridas, os profissionais deveriam apresentar esse tipo de dado e o risco dos clientes.

“Se você não fez um bom planejamento e não está preparado para se posicionar de maneira humilde para convencer o board, eu não quero te ouvir”, declarou Kinsella.

A chave para os CSOs é “manter a situação real e usar estratégias que provoquem ressonância nos executivos”, acredita o vice-presidente sênior de segurança da Fidelity Investiments, John Schramm.

Ele sugere que os gerentes de TI usem exemplos externos, como as quebras de segurança ou emergências da indústria para ganhar a atenção dos diretores.

Por outro lado, o executivo alerta que exemplos externos podem se tornar anedotas: “Se você chegar no CEO dizendo ‘nós estamos gastando isso contra x porcento, mas deveríamos gastar aquilo’, o argumento pode perder efeito por ficar baseado somente na experiência de outras organizações”.

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