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Segurança

Para Gartner, custos de segurança caem com boa política

A adoção de práticas de avaliação de riscos podem reduzir gastos com defesa de sistemas corporativos, mesmo com criminosos eletrônicos mais audaciosos.

Por COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2006 - 18h48
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É bom as empresas estarem preparadas. Para o Gartner, o cybercrime é uma das próximas ondas do mundo de tecnologia. "A maioria dos negócios não é atacada, mas alguns são. E isso tende a crescer", diz Vic Wheatman, vice-presidente da empresa de pesquisas e consultoria, durante o Gartner IT Security Summit, realizado em Londres.

De acordo com o executivo, os criminosos eletrônicos devem se tornar mais audaciosos, atacando de diversas formas - tentativas de extorsão depois do roubo de dados criptografados, feitos de refém é um exemplo -, o que pode ser desastroso para companhias despreparadas. No entanto, ainda segundo a consultoria, a adoção de novas políticas, como avaliação de riscos, podem reduzir os gastos com segurança.

Para Wheatman, as empresas precisarão de novas estratégicas de defesa - a recomendação é que sejam investidos entre 4% e 6% do orçamento total de TI em segurança. Esses números equivale ao que as companhias costumam alocar para cobrir eventuais problemas.

Diante da recomendação, o Gartner espera que os investimentos em segurança cresçam 4,5% nos próximos 12 meses em relação ao último ano.

O risco, alerta o especialista, é que muitas organizações vêm definindo políticas de segurança a partir de exigências legais, não em função de ameaças. O resultado é que essas práticas são alinhadas com as requisições de auditores, mas não atendem, obrigatoriamente, o que há de melhor em segurança. "Chamamos isso de 'desvio regulatório'", afirma Jay Heiser, vice-presidente de pesquisas do Gartner.

O Gartner também recomenda que as empresas mudem a forma como compram ferramentas de segurança - deixando de lado o "best of breed" (o melhor do mercado) e apostando no "best of need" (o mais necessário). De acordo com Wheatman, muitas companhias têm tido sucesso na negociação com fornecedores, conseguindo, por exemplo, anti-spyware como parte integrante de suas compras de anti-vírus e anti-spam.
 
"Acreditamos que, ao longo do tempo, as organizações podem diminuir seus orçamentos para segurança dentro do investimento total em tecnologia", conta o executivo.

Na última semana, o Gartner divulgou números que mostram um crescimento acentuado no mercado de software de segurança. Em 2005, segundo a empresa, esse segmento movimentou 7.4 bilhões de dólares, crescimento de 14,8% sobre o ano anterior. Ferramentas de anti-vírus responderam por 54,3% desse total.

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