Segurança
Hackers ainda são importantes, diz Red Hat
Executivo da Red Hat acredita que hackers voluntários tem uma importante função no desenvolvimento de software em códigos abertos.
Por COMPUTERWORLD
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A Red Hat diz que hackers voluntários desempenham importante papel no desenvolvimento de software de padrões abertos, apesar de muitas companhias ainda pagarem para desenvolvedores de produtos open-source. A afirmação é do vice-presidente de assuntos de códigos abertos da companhia, Michael Tiemann.
O executivo, que também é o presidente e membro da diretoria da iniciativa de padrões abertos, uma organização sem fundos lucrativos que promove o software de código aberto, esteve na Índia e para discutir o impacto das leis de propriedade intelectual na inovação e progresso. Tiemann falou com exclusividade à agência de notícias IDG News Service sobre o largo alcance dos assuntos relacionados ao movimento do padrão aberto.
IDG News Service: Existe uma percepção de que a cultura do hacker está desaparecendo do desenvolvimento de padrão aberto, como resultado da participação e das prioridades corporativas no desenvolvimento de padrões abertos.
Tiemann: A comunidade de hackers sempre fez o trabalho a partir das margens. Mas isso não significa que não foi importante no passado e que não seja no futuro. Mas não fica no objetivo final. Ao mesmo tempo, a comunidade comercial se beneficiou tremendamente das rebeliões de hackers.
Quando os piratas de computador apontaram que o protocolo particular está em perfeita segurança, a comunidade comercial que prestou atenção para isso está melhor e enquanto as que tentaram esconder e negar, ultimamente tem colocado mais pessoas em risco.
IDGNS: Existe alguma coisa que o OSI pode fazer para que os hackers se sintam mais confortáveis com a mudança no ambiente open source, em que grandes companhias como IBM tem demitido funcionários pagam para desenvolver em padrões abertos?
Tiemann: O fato é que a IBM tem um amplo time trabalhando no desenvolvimento de open source e muitas pessoas fazendo o trabalho de hacker para a big blue. Eles estão renegando que isso só acontece para que recebam o dinheiro pago pela IBM. Claro que existem alguns profissionais confiáveis que também são pagos e eu não acho que isso piora a situação.
Acredito que a razão para que o open source não tenha se corrompido pelo capital financeiro é irrelevante para os padrões abertos. No caso de software, o valor pode ser entregue em uma base bastante incrementada. Portanto, o mais importante é que o software não é capital financeiro e sim intelectual.
Quando você olha para o desenvolvimento de padrões abertos a partir da perspectiva do capital intelectual, não existe companhia no mundo cujo capital financeiro pode ser remotamente relevante para o potencial do capital intelectual. O investimento feito pela IBM e outras companhias (em capital intelectual) é como uma pequena gota no orçamento. É por isso que o open source não foi corrompido e não pode ser.
IDGNS: Uma vez que os grandes interesses comerciais ficaram envolvidos no códibo aberto, não existirá risco deles criarem barreiras à entrada e ramificação, por exemplo?
Tiemann: Existem dois assuntos aqui. Um é o objetivo tanto de padrões abertos e software livre de assegurar que qualquer barreira existente não é suficiente para parar o desenvolvimento individual de fazer contribuições e de ser capaz de aperfeiçoar o software. Assim é como eu me envolvi nisso e eu acredito que o GPL (GNU licenças públicas gerais) versao 2 e o GPL versao 3 irão oferecer o tipo de proteção adequada.
A ramificação é uma liberdade que assegura uma robusta democracia quando o desenvolvedor A pode basicamente dizer que não confia mais no desenvolvedor B. E eu estou indo na minha própria direção. Aquilo que a liberdade divide é o processo democrático que está sendo realizado. Nos códigos abertos, as pessoas podem escolher como elas querem participar se a seleção da licença ou da marca do código. E nós não perderemos a liberdade.
IDGNS: O debate sobre o GPL versão 3 reflete a divergência entre o FSF e a comunidade open-source em como eles vêem software. A comunidade de código aberto está falando mais sobre eficiência e software de economia quando descreve seu modelo, enquanto o FSF enfatiza a liberdade no desenvolvimento de software.
Tiemann: Acredito que é possível viver nos dois mundos. Isto é definitivamente verdadeiro que existem algumas pessoas que se importam com apenas um desses dois mundos. As pessoas podem pensar sobre liberdade e em comércio ao mesmo tempo. Então, prefiro não escolher um lado e diz que o outro está errado.
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