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Segurança

Hackers ainda são importantes, diz Red Hat

Executivo da Red Hat acredita que hackers voluntários tem uma importante função no desenvolvimento de software em códigos abertos.

Por COMPUTERWORLD

20 de setembro de 2006 - 18h03
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A Red Hat diz que hackers voluntários desempenham importante papel no desenvolvimento de software de padrões abertos, apesar de muitas companhias ainda pagarem para desenvolvedores de produtos open-source. A afirmação é do vice-presidente de assuntos de códigos abertos da companhia, Michael Tiemann.

O executivo, que também é o presidente e membro da diretoria da iniciativa de padrões abertos, uma organização sem fundos lucrativos que promove o software de código aberto, esteve na Índia e para discutir o impacto das leis de propriedade intelectual na inovação e progresso. Tiemann falou com exclusividade à agência de notícias IDG News Service sobre o largo alcance dos assuntos relacionados ao movimento do padrão aberto.

IDG News Service: Existe uma percepção de que a cultura do hacker está desaparecendo do desenvolvimento de padrão aberto, como resultado da participação e das prioridades corporativas no desenvolvimento de padrões abertos.

Tiemann: A comunidade de hackers sempre fez o trabalho a partir das margens. Mas isso não significa que não foi importante no passado e que não seja no futuro. Mas não fica no objetivo final. Ao mesmo tempo, a comunidade comercial se beneficiou tremendamente das rebeliões de hackers.

Quando os piratas de computador apontaram que o protocolo particular está em perfeita segurança, a comunidade comercial que prestou atenção para isso está melhor e enquanto as que tentaram esconder e negar, ultimamente tem colocado mais pessoas em risco.

IDGNS: Existe alguma coisa que o OSI pode fazer para que os hackers se sintam mais confortáveis com a mudança no ambiente open source, em que grandes companhias como IBM tem demitido funcionários pagam para desenvolver em padrões abertos?

Tiemann: O fato é que a IBM tem um amplo time trabalhando no desenvolvimento de open source e muitas pessoas fazendo o trabalho de hacker para a big blue. Eles estão renegando que isso só acontece para que recebam o dinheiro pago pela IBM. Claro que existem alguns profissionais confiáveis que também são pagos e eu não acho que isso piora a situação.

Acredito que a razão para que o open source não tenha se corrompido pelo capital financeiro é irrelevante para os padrões abertos. No caso de software, o valor pode ser entregue em uma base bastante incrementada. Portanto, o mais importante é que o software não é capital financeiro e sim intelectual.

Quando você olha para o desenvolvimento de padrões abertos a partir da perspectiva do capital intelectual, não existe companhia no mundo cujo capital financeiro pode ser remotamente relevante para o potencial do capital intelectual. O investimento feito pela IBM e outras companhias (em capital intelectual) é como uma pequena gota no orçamento. É por isso que o open source não foi corrompido e não pode ser.

IDGNS: Uma vez que os grandes interesses comerciais ficaram envolvidos no códibo aberto, não existirá risco deles criarem barreiras à entrada e ramificação, por exemplo?

Tiemann: Existem dois assuntos aqui. Um é o objetivo tanto de padrões abertos e software livre de assegurar que qualquer barreira existente não é suficiente para parar o desenvolvimento individual de fazer contribuições e de ser capaz de aperfeiçoar o software. Assim é como eu me envolvi nisso e eu acredito que o GPL (GNU licenças públicas gerais) versao 2 e o GPL versao 3 irão oferecer o tipo de proteção adequada.

A ramificação é uma liberdade que assegura uma robusta democracia quando o desenvolvedor A pode basicamente dizer que não confia mais no desenvolvedor B. E eu estou indo na minha própria direção. Aquilo que a liberdade divide é o processo democrático que está sendo realizado. Nos códigos abertos, as pessoas podem escolher como elas querem participar se a seleção da licença ou da marca do código. E nós não perderemos a liberdade.

IDGNS: O debate sobre o GPL versão 3 reflete a divergência entre o FSF e a comunidade open-source em como eles vêem software. A comunidade de código aberto está falando mais sobre eficiência e software de economia quando descreve seu modelo, enquanto o FSF enfatiza a liberdade no desenvolvimento de software.

Tiemann: Acredito que é possível viver nos dois mundos. Isto é definitivamente verdadeiro que existem algumas pessoas que se importam com apenas um desses dois mundos. As pessoas podem pensar sobre liberdade e em comércio ao mesmo tempo. Então, prefiro não escolher um lado e diz que o outro está errado.

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