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Segurança

Homens de 16 a 34 anos são alvos de fraudes em internet banking

Homens de 16 a 34 anos, com renda mínima de R$ 1.800 e moradores de grandes capitais são mais suscetíveis a fraudes em internet banking, diz pesquisa.

Por IDG Now!

29 de setembro de 2006 - 11h35
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O grupo mais suscetível a fraudes aplicadas em internet banking no Brasil é formado por homens entre 16 e 34 anos, das classes A e B, com renda mínima de 1.800 reais e moradores de grandes capitais, como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, informa o engenheiro e Marcelo Lau.

Em seu mestrado pela Escola Politécnica da USP, o pesquisador fez um estudo de caso das fraudes aplicadas no setor, no Brasil, desde 2002 até 2005.

Os criminosos, segundo Lau, costumam ser homens, com idade entre 18 e 25 anos, brancos, de classe média ou média alta. O engenheiro lembra que em 2004, a Operação Cavalo de Tróia II, da Polícia Federal, resultou na prisão de 63 fraudadores, sendo que 18 já haviam sido condenados na versão anterior da mesma operação.

"Criminosos desse tipo podem ser condenados por estelionato, formação de quadrilha, furto qualificado, quebra de sigilo bancário e lavagem de dinheiro. A pena máxima nesses casos pode chegar a 18 anos, mas na prática, fica entre 4 a 6 anos", esclarece.

Para o engenheiro, a contenção desse tipo de crime pode ser conseguida por meio de três ações. A primeira é sobre o usuário final, com um plano de conscientização dirigido a todos os usuários de internet banking, principalmente ao grupo mais suscetível.

"Além disso, todos os provedores de internet devem ter mecanismos que garantam a segurança dos serviços, desde o e-mail até o sistema operacional", esclarece Lau. "E, aos fraudadores, é preciso que os órgãos públicos de repressão atuem constantemente na investigação e punição, com apoio da imprensa para divulgar as operações."

Lau ressalta que as principais técnicas usadas em outros países para aplicar golpes em internet banking já tiveram precedente no Brasil. "O número de ocorrências no exterior ainda é pequeno quando comparado ao que acontece no Brasil. Em algumas cidades, como Paraupebas, no Pará, há quadrilhas especializadas e extremamente organizadas que ganham muito dinheiro com isso", conta.

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