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Segurança

Faltam métricas à segurança da informação, diz estudo

Pesquisa da PricewaterhouseCoopers e publicações irmãs do COMPUTERWORLD aponta inconsistência entre as ações de segurança e a falta de métricas nas companhias ao redor do mundo.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

27 de outubro de 2006 - 12h07
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Há tempos a segurança da informação é citada como uma das prioridades dos diretores de tecnologia (CIOs) de empresas em todo o mundo. Apesar disso, ao que indica a edição 2006 da pesquisa “The Global State of Information Security”, as organizações ainda têm muito trabalho pela frente caso queiram manter seus dados a salvo.

Conduzido pelas publicações CSO e CIO, ambas coirmãs do COMPUTERWORLD, em parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC), o estudo ouviu cerca de 7,8 mil presidentes, diretores financeiros, de tecnologia e de segurança da informação em 50 países ao redor do mundo – 323 deles no Brasil.

A principal conclusão a que a pesquisa chegou revela exatamente o conflito existente entre aquilo que as companhias vêm fazendo para aprimorar sua segurança e o que, de fato, elas esperam dessas ações. Como quem descobre os pés para cobrir a cabeça, as empresas continuam investindo em tecnologias e aprimorando o desenvolvimento de políticas de segurança, mas não conseguem estabelecer métricas para assegurar que essas políticas sejam cumpridas, nem garantir a segurança dos dados nos diferentes níveis.

Prova disso é o fato de 67,6% das organizações no Brasil dizerem que possuem soluções de segurança para acesso remoto ao mesmo tempo em que somente 35,6% delas utilizem ferramentas de criptografia de dados em dispositivos portáteis. “O grau de investimento nesse tocante é precário”, diz Antonio Gesteira, gerente de segurança da área de consultoria da PwC Brasil. Segundo o especialista, detentor do título internacional de Certified Information Security Manager (CISM), de nada adianta proteger os dados no momento de sua transmissão e não fazê-lo no armazenamento.

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