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Segurança

Faltam métricas à segurança da informação, diz estudo

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

27 de outubro de 2006 - 12h07
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“As empresas ainda não imaginam as perdas implicadas no caso de um notebook roubado, por exemplo, ou ter dados confidenciais expostos. A segurança tem de existir de ponta a ponta na empresa”, aconselha.

Rodrigo Parreira, diretor-executivo da Promon, destaca ainda o fato de hoje muitas empresas trabalharem com profissionais subcontratados, que utilizam seus próprios computadores. Segundo Parreira, a prática acarreta dois tipos de problemas. O primeiro deles diz respeito ao acesso normalmente irrestrito à rede e informações da companhia. “Ele deve ter acesso apenas às informações relevantes para a sua missão naquela organização”, sugere. A segunda ameaça está no fato de sua máquina muitas vezes carregar vírus, códigos maliciosos e programas desatualizados em relação às versões utilizadas pela corporação.

“A maioria das organizações que a Promon atende ainda tratam o assunto de forma reativa. A segurança normalmente passa a ser prioridade efetiva apenas quando um incidente sério acontece”, revela. “A essa altura, muitos dados já foram perdidos e o estrago pode não ter volta”, afirma. O executivo conta ainda que na Promon, para ligar um notebook, cada funcionário deve ter o seu token, com uma senha cadastrada. Só assim os dados ali armazenados – e criptografados – podem ser abertos.

Apesar da inconsistência dos dados acima, a pesquisa identificou uma maior convergência entre a segurança física e a segurança da informação nas empresas. Uma das principais mudanças registradas mundialmente entre 2005 e 2006 é a quantidade de empresas que vêm integrando a segurança nesses dois âmbitos. De acordo com o levantamento, questões relacionadas à segurança de TI e física estão sob o guarda-chuva do mesmo executivo em 40% das organizações entrevistadas. Em 2005 esse percentual era de 31%. Além disso, 58% dos profissionais ouvidos afirmaram que existe em suas companhias alguma espécie de integração entre a proteção em TI e dos hardwares. A mesma afirmação foi feita por 53% dos executivos entrevistados no ano passado.

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