Segurança
Número de vítimas de vazamento de dados nos EUA passa dos 100 milhões
Com a perda de dados de 382 mil funcionários da Boeing, lista que registra perda de dados desde 2005 passa marca dos 100 milhões.
Por IDG Now!
Um laptop roubado da Boeing levou a mais de 100 milhões o número de pessoas que foram vítima de perda ou roubo de dados nos Estados Unidos. Na terça-feira (11/12), a companhia revelou que dados de 382 mil funcionários e ex-funcionários - incluindo número de seguro social, nome e endereço - haviam sido comprometidos graças ao roubo de um notebook sem criptografia, no início de dezembro.
Com a contribuição da Boeing, o número de vítimas de vazamento de dados no país ultrapassou a marca dos 100 milhões registrados no site do Órgão de Direito a Privacidade dos Estados Unidos, segundo Beth Givens, diretora do grupo de defesa do consumidor.
O site vem registrando os vazamentos de dados desde fevereiro de 2005, quando a ChoicePoint revelou o roubo de dados de 163 mil vítimas do banco de dados da companhia.
O incidente da ChoicePoint foi memorável porque embora fosse obrigada a alertar as vítimas na Califórnia - único estado nos Estados Unidos com uma lei que obriga tal prática -, a companhia decidiu notificar todas as vítimas, disse Givens. “Foi a primeira vez, até onde sabemos, que uma entidade invadida decidiu revelar o evento a indivíduos em todo país”, disse ela.
“Foi um divisor de águas, porque outras empresas que vivenciaram vazamento de dados passaram a comunicar a situação a pessoa sem todo país”, acrescentou Givens.
Desde então, episódios como o do Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos e, mais recentemente, da Universidade da Califórnia, ganharam atenção nacional.
Givens acredita que o real número de vítimas de vazamento desde o caso ChoicePoint é ainda maior. “Acho que o número de 100 milhões é bastante artificial, mas indica que o problema é muito significativo”, comenta.
A advogada não soube dizer se toda essa publicidade aumentou a segurança do usuário. “É bastante óbvio, pela lista que compilamos, que estamos em uma canoa furada quando o assunto é segurança de dados”, disse ela. “Não acho que os consumidores podem se sentir tranqüilos em relação à proteção das suas informações pessoais”, concluiu.
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