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Segurança

IBM ISS aposta em plataforma preventiva

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

20 de dezembro de 2006 - 10h51
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CW | E como vocês avaliam os negócios no setor financeiro, que naturalmente é pioneiro nesse tipo de inovação tecnológica, já que é alvo constante de ataques?

NOONAN | A oportunidade nesse setor é grande, já que eles deverão aderir rapidamente ao novo negócio. Isso porque as perdas online excedem o limite permitido pelas regulamentações e chegam a 100 bilhões de dólares por ano. O mercado corporativo, em geral, está estimado em 20 bilhões de dólares anuais. Se as perdas via web superam 1 bilhão de dólares, são cinco vezes o valor do investimento.

As perdas representam que quanto mais investimos, mais perdemos. E o que está errado com essa equação? Minha equação é que precisamos de um novo modelo de negócio, que é a plataforma de que estava falando anteriormente, pois o padrão atual de assinaturas é apenas reativo.

CW | E quem serão seus principais concorrentes nesse cenário?
NOONAN | Na verdade os concorrentes continuarão os mesmos de antes. No mercado de redes, nossos adversários são Cisco, Juniper e 3Com. No setor de soluções de hospedagem, os rivais são basicamente, McAfee e Symantec, além de outros no mundo de desktops. Mas depois da união com a IBM, o nosso foco é realmente o mercado corporativo.

CW | E até antes da fusão, como estavam as previsões de resultados financeiros para este ano?
NOONAN | Enquanto éramos independentes, planejávamos crescer entre 10 e 15% em 2006, contra 20% no mercado de segurança em geral. Mas, o que vejo, é que existe ainda muito mais potencial de aumento dos negócios, porque as ameaças estão crescendo e estão se construindo parcerias entre o governo e a indústria, principalmente nos EUA, porque a dependência da internet aumenta e a percepção de que o cuidado com os dados é fundamental está cada vez maior.

CW | Se a ISS não tivesse investidores – não fosse uma empresa de capital aberto – você ainda assim venderia a companhia?

NOONAN | (Depois de uma inspiração profunda) Sim, venderia. Acho que você sabe que a ISS foi alvo de muitas empresas e quando a IBM chegou ficou claro que tinham planos para aumentar o valor da companhia. Mas é preciso pensar no que é melhor para a empresa, os clientes e os funcionários. E essa aquisição foi vista como uma oportunidade de atingir os objetivos que temos de forma mais rápida de ser aquilo que planejamos para os próximos cinco anos. Como fundador e CEO, preciso separar o ego e as emoções do que é melhor para os negócios. Se eu deixasse o ego me dominar, teria mantido a empresa, mas acredito que essa fusão como a IBM é fundamental para mudar o mercado de segurança nos próximos três anos, porque estaremos aptos a desenvolver uma nova abordagem.

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