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Segurança

Rede Zumbi é a pior ameaça digital para a Microsoft

Exércitos de máquinas controladas remotamente por criminosos digitais representam, hoje, a espinha dorsal do crime digital segundo a gigante de software.

Por COMPUTERWORLD

28 de dezembro de 2006 - 11h30
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Controladas à distância por crackers, as redes zumbis - conhecidas também como botnets- são formadas por milhares de máquinas comprometidas que são organizadas para realizar um ataque coordenado em um mesmo ponto, notadamente para ameaças de negação de serviço e envio de spam. Apenas no primeiro semestre de 2006, a atividade fraudulenta teve, segundo dados Symantec, mais de 4,5 milhões de máquinas escravas. Esses são alguns dos motivos pelos quais a Microsoft vê as redes zumbis com tanto cuidado.

“As redes zumbis são, hoje, a espinha dorsal do crime digital de hoje”, diz Aaron Kornblum, advogado senior do safety enforcement team da Microsoft, equipe criada em 2002 para oferecer suporte contra o crime digital. Ele acrescenta “os botnets são as ferramentas de criminosos digitais profissionais, por oferecer um poder muito grande. E esse poder pode ser usado para uma série de ataques pela internet”.

Estes exércitos de computadores comprometidos estão por trás de práticas como o spam, o phishing e ataques de negação de serviço. Mais recentemente, os crackers usaram botnets para a chamada clickfraud, técnica na qual as máquinas vítimas são usadas para bombardear anúncios na web gerando cliques automáticos.

O time de safety enforcement tem, atualmente, 65 pessoas dedicadas a analisar o cenário do cybercrime. Além das botnets, o grupo combate também pornografia infantil, vírus, spam e URL hijacking. No último ano, o time auxiliou forças policiais do mundo todo a quebrar esquemas mundiais de phishing, como um registrado na Bulgária.

“Infelizmente, o phishing continua sendo uma ameaça seríssima”, afirma Kornblum. Ele destaca a movimentação desse crime na direção de instituições financeiras de médio e pequeno porte, um caminho que oferece ainda muitos usuários despreparados.

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