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Segurança

Tendências 2007: segurança ainda é prioridade

O assunto segurança da informação é sempre lembrado nas listas de foco de investimentos em TI. E nem poderia ser diferente.

Por Vinícius Cherobino, do COMPUTERWORLD

29 de dezembro de 2006 - 08h05
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Há muito que a segurança da informação é uma prioridade de investimentos na área de tecnologia, cenário que não tende a mudar tão cedo. Afinal, qualquer executivo tem calafrios ao imaginar o tamanho do prejuízo, financeiros e para a marca, que terá de arcar se a corporação ficar indisponível por causa de um ataque ou, pior ainda, se dados críticos caírem nas mãos algum concorrente.

Dados da IDC apontam que, na América Latina, a segurança é a segunda prioridade de investimento em 2006, com 16% das empresas afirmando que investiriam no tema durante o ano. Há, ainda, um estudo mundial do Gartner sobre as intenções de investimentos nas corporações que coloca, também, a segurança da informação como a segunda prioridade.

Há, inclusive, quem defenda que nunca mais as empresas poderão deixar de colocar o assunto no topo de suas atenções. Assim, confira, a seguir, as sete principais tendências sobre o tema em 2007 segundo os especialistas e gestores de segurança ouvidos pelo COMPUTERWORLD.

1 - Gestão de risco

Muitas vezes nascendo em segurança, mas com uma atuação muito mais abrangente, a gestão de risco vem conquistando destaque há algum tempo e deve se manter na agenda dos gestores de segurança para 2007.

Antes da definição de uma política de segurança, antes de conscientizar os funcionários, antes mesmo de escolher as soluções a serem adotadas, é preciso conhecer os riscos que a empresa corre. Só assim as decisões estratégicas para os negócios podem ser tomadas com mais tranqüilidade e, acima de tudo, com a criação de planos de ação para o caso de algo dar errado.

O paradigma do risco – analisar a possibilidade de determinado acontecimento tendo em vista ao seu dano potencial – permite definir ações em segurança mais eficazes.

Para Fernando Fonseca, diretor de comunicação da ISSA (Information Systems Security Association), capítulo Brasil, a maturidade na visão sobre segurança leva obrigatoriamente para a gestão de risco. “A média das empresas brasileiras, no entanto, ainda vê segurança como a compra de alguma ferramenta tecnológica. E isso as deixa completamente vulneráveis”, alerta.

“Com o cenário cada vez mais hostil, a preocupação com o risco vai dar um salto em 2007, sendo parte fundamental no processo de entender a segurança como um fator de negócios”, aposta Fonseca. “Ainda é cedo para falar em mudança no organograma corporativo, mas essa tendência já é realidade e vai crescer bastante no próximo ano”, resume Marcelo Romano, coordenador de segurança da informação e de risco da Imprensa Oficial do Rio de Janeiro.

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