País comprova postura de fornecedor ocupando 2ª posição entre produtores de pragas, mas sem constar entre responsáveis pelos ataques.
Crackers brasileiros foram responsáveis por escrever 14,2% dos malwares detectados na internet durante 2006, segundo o estudo Security Threat Report 2007, divulgado pela Sophos nesta segunda-feira (22/01).
A cifra posiciona o país como segundo maior fornecedor de pragas no planeta, com grande participação entre os cavalos-de-tróia em circulação, atrás apenas da China, que responde por 30% dos malwares.
O papel do Brasil como fornecedor fica ainda mais evidente com a crescente participação dos cavalos-de-tróia, que atingiram 80% das pragas online em 2006, contra 16,8% de pragas para Windows, e da sua ausência entre os dez países que mais hospedam sites com códigos maliciosos.
Neste sentido, os Estados Unidos aparecem em primeiro, com 34,2% das páginas, seguido por China (31%), Russia (9,5%) e Holanda (4,7%).
A ascensão do cavalo-de-tróia vem ofuscando também outras tradicionais pragas, como spams e spywares, diz a Sophos, principalmente por sua habilidade em baixar diversos malwares e desabilitar as seguranças do PC da vítima.
Entre os maiores emissores de spam do mundo, o Brasil ocupa a sétima posição, responsável por 3,5% das mensagens, bem atrás de nações como EUA (22%), China (15,9%) e Coréia do Sul (7,4).
Ainda entre as mensagens não solicitadas, a Sophos registrou uma queda sensível dos worms que se infestam por e-mail. O ranking dos malwares mais atuantes do ano manteve códigos com mais de dois anos de idade, como MyTob, Netsky e Sober, nas primeiras posições.
A migração dos crackers de infecções em massa para ataques financeiros silenciosos se reflete na queda dos e-mails com worms - a taxa de mensagens contaminadas caiu de 1 entre 44 em 2005 para 1 entre 337 no ano passado.