Segurança
Microsoft em segurança: nada será como antes
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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Lebrão defende que, no segmento corporativo, a curva de maturação das soluções é bem mais lenta do que no varejo. “A Microsoft entra perdendo. Esse tipo de confiança não se consegue de forma imediata”, complementa. Basílio, da Symantec, reforça a questão da integração das soluções dentro do ambiente de TI das corporações. “Cada software gera milhares de logs com informações relevantes para a empresa. O gerenciamento das soluções já é um desafio, assim como aproveitar esses dados”, argumenta.
Para ele, o fato de os compradores corporativos buscarem segurança em conjunto com regras, políticas de segurança e aderência às regulamentações coloca a Microsoft em posição difícil. “Esses três pontos representam mais uma barreira para a entrada deles”, acredita.
Ana Claudia, da Microsoft, concorda com o desafio da empresa em construir a marca para o mercado de segurança, mas não compartilha a visão da extrema dificuldade em chegar às organizações. “A construção da marca não acontece de um dia para o outro, mas não somos exatamente desconhecidos”, comenta, jocosa. “Nós falamos de segurança há muito tempo e temos uma atuação que transcende os softwares de proteção. São várias frentes, com ferramentas gratuitas para os usuários, soluções pagas, parcerias para conscientização e, com o Vista, um sistema operacional reforçado.”
Para a executiva, o fato de existir a possibilidade de os parceiros e da própria Microsoft trabalharem as soluções de segurança dentro de contratos já existentes vai facilitar essa transição, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas.
Os argumentos se sucedem e a discussão não tem data para acabar. Os clientes é que vão dar a palavra final nesse mercado cada vez mais competitivo. Em “Nada será como antes”, Ronaldo Bastos fala da inevitabilidade de se manter as coisas como estão, provavelmente citando a perseguição do regime autoritário, mas ressalta a presença de um gosto de sol. Em segurança da informação, seguem os competidores, novos e antigos, atrás dessa esperança.
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