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Segurança

RFID: decolagem da tecnologia é uma questão de tempo

Por Thais Aline Cerioni, da CIO

20 de março de 2007 - 12h00
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No entanto, a consultoria alerta para a necessidade de algumas transformações estratégicas no setor, entre as quais estão reengenharia de processos, mudanças organizacionais e um novo tipo de gestão de relacionamentos.

As companhias aéreas também são apontadas como possíveis propulsoras do sucesso das etiquetas. Diversos pilotos e testes já foram realizados em todo o mundo para utilização da tecnologia no controle de bagagens e de cargas.

Viável tecnicamente, o grande empecilho é, mais uma vez, a falta de padronização. Para que aeroportos e companhias aéreas optem pela substituição dos códigos de barra (adotados, hoje, como padrão da indústria) pelo RFID, é necessário que essa decisão seja tomada pela International Air Transportation Association.

“Enquanto não houver um padrão, a solução ficaria restrita à própria empresa e a aeroportos que não controlam o embarque de bagagens (operação chamada de conciliação de bagagem)”, explica Wilson Maciel, CIO da Gol Linhas Aéreas. Segundo ele, a tecnologia está nos planos da empresa, mas, por enquanto, a conta não fecha, já que os benefícios ficam restritos.

Enquanto o boom do RFID não acontece, o crescimento da tecnologia se dá em aplicações pontuais encontradas por algumas corporações, nas quais a tecnologia é usada para lidar com questões específicas.

E, cada vez mais, a integração automática entre as máquinas e o mundo dá o tom para o futuro da tecnologia, que ruma para o que Kevin Ashton, co-fundador do Auto-ID Center, do MIT, e um dos criadores do padrão global do RFID, chama de “era dos sensores”. Apesar da demora, é unânime a opinião de que é uma questão de tempo para que as etiquetas estejam em todo lugar.

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