Segurança
Conheça 10 erros fatais em projetos de segurança
Tirar lições dos erros alheios pode ser um diferencial e colocá-lo em vantagem. Conheça as dicas de Marcos Sêmola, diretor de operações de security & information Risk da Atos Origin em Londres.
Por Marcos Sêmola*
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Aprender com a própria experiência é importante, mas saber tirar lições
dos erros alheios pode ser um diferencial e colocá-lo em vantagem.
Assim, Marcos Sêmola, especialista em segurança, compartilha 10 lições que julga valiosas para qualquer empresa
ou gestor de segurança da informação.
1. Não envolver as pessoas
Ignore as pessoas se quiser que seu projeto fracasse. Não procure saber
a opinião delas, não mapeie seu entendimento sobre proteção da
informação, não estude seu ambiente de trabalho, requerimentos e não
conte com elas como parte do projeto. Este é o caminho mais curto para
perder dinheiro e estabelecer um processo de segurança pobre e ineficaz.
2. Não integrar as áreas
A informação está mais distribuída e seu manuseio, transmissão,
armazenamento e descarte ocorrem através de meios cada vez
diversificados. É, portanto, um desafio multidimensional que envolve
pessoas, processos, tecnologias, além de agentes internos e externos, e
não tratar o problema com coletividade é o primeiro erro. Não integrar
os departamentos e considerar aspectos legais, físicos, éticos,
políticos, técnicos e de negócio de forma integrada é a melhor forma de
começar o jogo perdendo.
3. Não comunicar
Como em todo processo complexo, não comunicar objetivos, requerimentos,
inputs, outputs, progressos e as lições aprendidas ao longo do projeto
pode antecipar o gosto amargo de uma iniciativa mal sucedida. Não
comunicar eficazmente, ou seja, não estabelecer freqüência,
consistência e adequação ao público, faz que com os pró ativos
tornem-se neutros e os neutros tornem-se reativos.
4. Não estabelecer parcerias
Um projeto de segurança da informação não é uma porção de terra cercada
por água. Os problemas são multifacetados, seja processualmente, seja
tecnicamente, e não estabelecer parcerias internas com outras áreas,
assim como parcerias externas com empresas do mesmo setor e
fornecedores de solução é anunciar o fracasso antecipado do projeto.
5. Não lutar por orçamento compatível
Projetos de segurança podem assumir proporções gigantescas. De qualquer
forma, quer seja pequeno ou grande, não entender bem os custos diretos
e indiretos do projeto e com isso, não solicitar e lutar por um
orçamento compatível vai proporcionar uma sensação indescritível no
fim. O que deveria funcionar não vai funcionar e surgirá uma percepção
geral de perda de tempo e dinheiro por conta de um projeto mal acabado
ou simplesmente inacabado.
6. Não assumir suas fraquezas
Super-homens e super-equipes não existem, ao menos na área de segurança
informação. Pela diversidade de matérias envolvidas, dificilmente você
e sua equipe deterão todo o conhecimento e experiência necessários para
resolver ou endereçar todos os potenciais problemas. Não acreditar
nisso e se julgar auto-suficiente é o primeiro degrau para o fracasso e
a conseqüente perda de dinheiro.
7. Não atuar hoje pensando no amanhã
Em geral, iniciativas de segurança precisam dar resultados no curto
prazo acompanhando a velocidade de crescimento dos riscos. Mas agir com
a cabeça no hoje sem enxergar e se alinhar com o amanhã pode tornar seu
projeto perecível, e além de não preservar os investimentos, poderá
fazê-lo começar do zero quando este ciclo de projetos terminar.
8. Não acreditar em idéias novas
Não se pode esperar resultado diferente se tudo for feito da mesma
forma. Assim, se o objetivo for estar à frente, se antecipar aos
problemas e estar mais preparado para aqueles ainda desconhecidos, será
preciso pensar “fora da caixa”. Não agir preventivamente e não
acreditar em idéias e formas novas de fazer a mesma tarefa pode não
provocar maiores perdas, mas também não produzirá ganhos.
9. Não valorizar os bons profissionais
O elemento humano é fundamental para qualquer projeto, mas
definitivamente os profissionais de segurança têm valores diferentes em
função da experiência, formação e dedicação. No jovem mercado de
segurança da informação, poucos têm cabelos brancos e uma longa lista
de projetos e certificações. Desta forma, não reconhecer as diferenças,
valorizando e retendo os profissionais experientes enquanto
paralelamente acredita e investe no potencial dos novos, pode colocar a
continuidade e credibilidade de seu projeto em risco.
10. Não estar preparado para falhar
Falhar é da natureza humana e uma realidade para o campo da tecnologia
e segurança da informação. Não reconhecer e respeitar a possibilidade
de falha é sustentar uma falsa sensação de segurança que resultará em
frustração seguida de prejuízo e perda de tempo e dinheiro.
Marcos Sêmola é colunista do IDGNow! e Diretor de Operações de Security & Information Risk da Atos Origin em Londres, Consultor Sênior em Gestão de Segurança da Informação, certificado CISM, BS7799 Lead Auditor, Membro da ISACA, ISSA, CSI e fundador do IISP – Institute of Information Security Professionals of London. Professor da FGV, Pós Graduado em Negociação e Estratégia pela London School, MBA em Tecnologia Aplicada, Pós Graduado em Marketing e Estratégia de Negócios, Bacharel em Ciência da Computação, autor de livros sobre gestão da segurança da informação e inteligência competitiva. Premiado SecMaster® em 2003 e 2004, tornando-se membro da comissão em 2005. Visite www.semola.com.br ou contate marcos@semola.com.br
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