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Segurança

Ameaças do RFID: saiba quando se preocupar

Os riscos no uso de RFID continuam em pauta. Mas, ao contrário dos novos vírus ou worms, essa não é uma questão prioritária de segurança. Pelo menos, não até o momento.

COMPUTERWORLD

27 de março de 2007 - 07h15
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Uma série de eventos recentes trouxe renovada atenção ao fato de que a tecnologia RFID é vulnerável. No início deste mês de março, um expert em segurança conseguiu quebrar um dos novos passaportes de biometria do Reino Unido que utilizava RFID para armazenar informações pessoais.
No mês passado, na conferência de segurança RSA, uma companhia chamada IOActive demonstrou um cloner de RFID que pode roubar códigos através da construção de cartões de acesso.

Foram adicionadas a esses eventos as notícias de que, no ano passado, o Departamento de Estado Americano planejava produzir passaportes com chips RFID que contivessem informações pessoais dos cidadãos – projeto ao qual a União das Liberdades Civis Americanas (American Civil Liberties Union) foi veementemente contrária em função do potencial de exposição a que as informações pessoais ficariam sujeitas. O governo dos Estados Unidos, no entanto, informou que um vírus de RFID poderia ter se desenvolvido para tornar as etiquetas vulneráveis e, de repente, a tecnologia parece tão segura quanto enviar informações confidenciais por um webmail.

Além disso, ao contrário das ameaças de internet que podem afetar qualquer pessoa que use a web, as brechas de segurança da RFID são perigos verdadeiros apenas se as informações armazenadas nessas etiquetas são valiosas. Em muitas aplicações corporativas de RFID hoje – muitas das quais ainda estão em sua fase inicial – não é esse o caso.

A companhia de produtos nutritivos Schiff Nutrition lançou um projeto piloto de uso de RFID cerca de três meses atrás para etiquetas das caixas com suplementos alimentares e barras energéticas com informações básicas – que produto estava ali, onde ele havia sido produzido, e que tipo de item era aquele. A segurança não era uma preocupação no projeto, disse Rod Farrimond, gerente de análise de negócios, porque as informações em si não eram valiosas.

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