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Segurança

Nota Fiscal Eletrônica: duas visões em dois mundos diferentes

Prestes a completar dois anos do nascimento do projeto, o COMPUTERWORLD faz um mapeamento da NF-e sob dois aspectos: as empresas dos cliente e a dos integradores.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

18 de maio de 2007 - 07h00
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As impressoras matriciais, carregadas com notas fiscais de várias vias em formulários contínuos, ocupam boa parte da sala esperando a ordem para imprimir uma nova série de comprovantes. No final do corredor, os arquivos de metal cinza também ocupam outra boa parte da sala enquanto aguardam pela sua vez de receber o material tão importante para o governo quanto para a empresa. Antes, equipes de funcionários carimbavam e separavam as notas, dando o destino de direito a cada uma delas.

Corte rápido. Imagine outra realidade: Um servidor, uma impressora de qualquer modelo e uma folha de papel A4 comum. Para garantir a validade jurídica do que for assinado via internet, um certificado digital.

Caso a nota seja de produtos e eles precisem cruzar as cidades de caminhão, basta o portador carregar um DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), um papel sulfite com um código de barra, para que os agentes fiscais dos postos de fronteira possam verificar a autenticidade das informações via um clique do leitor ou pela internet. Tudo isso acordado com a secretaria da fazenda e a Receita Federal. Estas são algumas das mudanças prometidas com a adoção da nota fiscal eletrônica.

De maneira resumida, a empresa cria, com a NF-e, um arquivo com as informações fiscais da operação em questão que, depois de assinado digitalmente, garante a integridade dos dados e da autoria do emissor, passando a ter validade jurídica. Neste momento, a nota eletrônica será enviada pela internet em formato XML para a secretaria da fazenda do estado em que a empresa está baseada, para a validação do órgão fiscal com tempo de resposta estimado de até três minutos.

Quase dois anos depois do início do projeto, a NF-e está na fase de homologação da segunda leva de empresas. Logo após o início da iniciativa, em setembro de 2005, um primeiro grupo de 20 empresas foi convidado ou mostrou interesse em participar do projeto-piloto.

Em agosto de 2006, foi iniciada a segunda leva da iniciativa com outras 50 organizações. Parte do projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), a iniciativa vai ser somada ao projeto Escrituração Contábil Digital e de Escrituração Fiscal Digital. Neste contexto, a NF-e é a parte mais avançada da iniciativa e conta com organizações dos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Neste especial, você vai acompanhar um mapeamento com empresas participantes do projeto de nota fiscal eletrônica – tanto aquelas que apostaram na redução de custos por ter um grande volume de impressões, quanto aquelas que viram a iniciativa como uma maneira de diminuir a burocracia no relacionamento com o Fisco.

Na segunda parte, é apresentada a NF-e enquanto oportunidade de negócios. Os integradores e as empresas de segurança já conseguem transformar a tecnologia como uma forma de gerar receita hoje ou o retorno só vai existir quando a aplicação for adotada em larga escala. Acompanhe.

A experiência dos clientes

NF-e gera oportunidade de negócios

Entrave no tempo de resposta

Opinião do Leitor [1 comentários]

Sugestão: Matéria sobre NFe - PMSP

Gostaria de sugerir que o Computerworld fizesse uma matéria sobre NFe de Serviços da Prefeitura de São Paulo.

É um projeto que já atingiu a escala de grandeza que tanto falta à NFe da Sefaz. São mais de trinta mil empresas cadastradas com o volume de 9 milhões de Notas processadas por mês aproximadamente.

Trabalho na empresa Grixco, uma das empresas participantes do projeto piloto da prefeitura de São Paulo e a única homologada com uma solução para processamento de NFe via Web Services e arquitetura SOA.

Acho que o projeto e as tecnologias envolvidas são do interesse de toda comunidade de informática.
obrigado.
Amadeo Lamounier
Amadeo - 21 Mai 2007, 19h05
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