Segurança
Pesquisa: Gestores de TI admitem vasculhar e-mails privados de funcionários
Pouco zelo das companhias com a troca constante de senhas permite que, mesmo que o profissional de TI saia da empresa, continue com acesso aos dados vitais da empresa.
Por COMPUTERWORLD
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Os profissionais de tecnologia da informação das empresas rotineiramente bisbilhotam a vida pessoal dos funcionários, folheando suas mensagens de correio eletrônico e arquivos pessoais, segundo uma pesquisa revelada hoje.
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Você é alguém realmente conectado?
Um administrador de TI, rindo, afirmou: "Por que surpreende saber que muitos de nós bisbilhotam os arquivos pessoais dos funcionários? Você também não faria, se tivesse senha secreta para tudo o que cai nas suas mãos?", questionou.
Poucos usuários se dão conta de que um em cada três dos seus colegas da área de TI espionam os sistemas da companhia e bisbilhotam informações confidenciais como arquivos pessoais, dados de salário, e-mails pessoais e histórico do funcionário no RH da companhia, através do uso de privilégios do administrador.
Os dados fazem parte de uma pesquisa divulgada hoje pela companhia Cyber-Ark Software. O estudo apurou que mais de um terço dos profissionais de TI admitem que continuariam a acessar a rede da companhia mesmo se deixassem o trabalho.
Mais de 200 profisisonais de TI participaram da pesquisa e muitos deles afirmaram que, apesar de não se tratar da política da companhia, mais de um quarto deles conhece pelo menos um colega que continua a ter acesso à rede corporativa mesmo muito tempo depois de sair da empresa.
Mais da metade dos entrevistados ainda mantém suas senhas de acesso em um post-it, apesar de todas as recomendações de segurança. Isso acontece mesmo entre os administradores de TI: mais da metade admitiu guardar as senhas com que administram suas contas em post-its.
Um quinto de todas as organizações estudadas admitem que raramente mudam suas senhas de administração de rede e 7% afirmou nunca ter alterado tal senha. Isso explica porque um terço do pessoal ainda reconhece ter acesso à senha da corporação mesmo depois de deixar a companhia.
A pesquisa também mostrou que a maior parte das empresas gerencia mal o armazenamento de suas senhas, guardando-as em locais inseguros e sem um controle mais rígido. Mais da metade (57%) das empresas guardam suas senhas manualmente, 18% arquivam em páginas de Excel e 82% dos profissionais de TI guardam os códigos em suas cabeças.
"As companhias precisam acordar para o fato de que, se elas não introduzirem níveis de segurança, reduzir o número de pessoas com acesso a informações vitais da companhia e gerenciar de forma rigorosa senhas privilegiadas, atos como espionagem, sabotagem e invasões vão continuar a prevalecer em suas dependências", afirmou Calum Macleod, diretor da Cyber-Ark para Europa.
A moral da história é que, se você não quer que ninguém, de qualquer nível hirárquico da área e TI de sua empresa, vasculhe suas mensagens e arquivos pesoais, nem traga-os para o trabalho.
Ou se faz bem feito ou nao se faz!
Essa questão da visualização de arquivos e dados de outras pessoas, por parte da equipe de TI, da forma como foi apresentada pelo administrador de TI é, a meu ver, deploravel.
1º expoe os profissionais deste segmento ao rídiculo pois traça um retrato, nao verdadeiro, de que são bisbilhoteiros e não confiáveis
2º confirma o receio que todos os usuários dentro de uma empresa, e os proprios diretores tem, de que são pessoas que estao continuamente querendo saber sobre o que nao devem.
Contudo, a questão vai alem da brincadeira exposta pelo administrador de TI.
O fato é que, os dados profissionais de trabalho de uma pessoa, dentro da empresa - (e-mails, documentos, planilhas, etc) - são propriedade da empresa e por assim ser deve estar disponíveis SOMENTE para pessoal autorizado a efetuar um levantamento ou auditoria. É necessário se ter certo controle sobre o que cada colaborador esta realizando, ate mesmo para fins de analise de desempenho.
Entretanto, os dados pessoais de remuneração, férias, etc que são trocados entre a empresa e o colaborador jamais poderiam vazar. Deveriam ser tratados como "dados de segurança nacional" pois estes não interessam a mais ninguem.
Fernando - 04 Jun 2007, 18h09
Ou se faz bem feito ou nao se faz!
Fernando - 04 Jun 2007, 18h09
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