Segurança
Empreendedores: Start ups de destaque no Brasil
Embora bem sucedidas, start ups têm pouco reconhecimento da mídia. O COMPUTERWORLD selecionou quatro delas cujas histórias valem a pena ser conhecidas.
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
Em um quarto de hotel no Novo México, Bill Gates e Paul Allen – com mais alguns amigos da mesma escola – passavam a noite programando, enquanto ouviam acid rock com o volume altíssimo e tomavam refrigerante de cola. A linguagem de programação que desenvolviam, ainda em tiras de papel, era o embrião da Microsoft. O conto, de tão contado, criou ares de lenda.
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Quase concomitantemente, na Califórnia, Steve Jobs e Steve Wozniak estavam enfurnados em uma garagem, reduzindo o tamanho e a quantidade de chips para a criação do primeiro computador pessoal com escala e popularização. Por tabela, criavam a base do que seria a Apple.
Será que está sendo construído algo dessa magnitude no Brasil agora? Para tentar responder essa pergunta, o COMPUTERWORLD ouviu fontes de mercado e analistas para definir quatro das mais importantes start ups ou empresas iniciantes de TI. Entre os critérios: ser completamente nacional e ter uma atuação consolidada no mercado por alguns anos.
Nesta semana, você vai acompanhar a saga de uma nova empresa iniciante por dia. Hoje, 18 de junho de 2007, você conhece a história da Aker, empresa de segurança da informação que completa 10 anos de história com a expectativa de atingir faturamento de 10 milhões de reais em 2007.
Aker
Quatro colegas da sala de ciências da computação da
Universidade Federal de Brasília (UNB), a evolução de um projeto de conclusão
de curso e 4 mil reais. Essa é a sinopse da origem da Aker, empresa de
segurança da informação com foco em firewall, que antes do seu nascimento
oficial – em 1997 – já tinha mais de um ano de trabalho destes estudantes
acontecendo de maneira paralela aos seus trabalhos ‘normais’, com a programação
do software acontecendo cerca de três vezes por semana.
A máquina utilizada para essa primeira construção foi carinhosamente apelidada de Frank, uma homenagem à criação do Doutor Frankstein do livro da inglesa Mary Shelley. “O computador tinha placa mãe de um outro amigo, o teclado era emprestado e o gabinete não fechava por que as placas eram maiores”, relembra Rodrigo Fragola, diretor executivo e fundador da Aker. Eles venderiam a ferramenta se ela tivesse nível de mercado.
E, na avaliação dos quatro, o resultado foi atingido. Antes que o lançamento acontecesse, um dos fundadores desistiu e os três que ficaram - Rodrigo Ormonde, atual diretor de tecnologia, Marcos Sarres, atual diretor comercial, além de Fragola – enfrentaram um mercado que contava com concorrentes como a fortíssima Checkpoint e a extinta Altavista.
Mesmo com a decisão do lançamento comercial, nenhum dos três
sócios restantes sentia confiança suficiente para abandonar seus empregos
regulares. Fragola optou por trabalhar meio-período, enquanto os outros dois
continuavam fazendo dupla jornada. O cenário desse período era uma sala com 16 metros quadrados.
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