Segurança
Um hacker que virou bancário
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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O trabalho dentro da instituição financeira, contudo, está rendendo dividendos no lado ‘gestor’ de Montanaro. “Às vezes vemos um risco enorme e eu não tenho certeza se a presidência sabe disso. São tantas as etapas e interesses que eu duvido que saibam de tudo”, conta. Mas, garante, ele entende os embates e os conflitos internos da instituição, conseguindo acompanhar essas etapas com mais tranqüilidade para, finalmente, poder agir.
Palestras pelo mundo
Além do banco, as palestras consomem grande parte do seu tempo. Montanaro é um dos organizadores da H2HC, conferência anual de hacker ético que acontece em São Paulo, e também ministra palestras em diversas partes do mundo.
Em abril passado, Montanaro estava em Dubai, Emirados Árabes Unidos, dando a palestra “Kernel Hacking - If I Really Know I Can Hack” no maior evento do oriente “Hack in the box”. Como essas, ele já tem várias palestras a ministrar durante o ano, com apresentações em Pequim, China, e Kuala Lumpur, na Malásia, entre outras.
O hacker conta que tem planos de estender a atuação da conferência hacker H2HC para toda a América Latina, criando um pólo de discussão hacker de maneira similar ao que se faz na Black Hat Conference, um dos maiores encontros de discussão sobre temas de segurança no mundo. “Cada país inventou a sua, mas a Argentina ainda não tem. Nosso desafio é aumentar o alcance da H2HC para toda a região. Quanto mais gente estiver discutindo isso, vamos contribuir para acabar com essa falsa sensação de segurança que nos rodeia”, completa.
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