Segurança
Quase metade das empresas só terá nota fiscal eletrônica quando for obrigatório
Pesquisa revela que mais de 74% das companhias ainda não iniciaram nenhum tipo de estudo para implantar o sistema e 10% não esperam retorno desse investimento.
Por COMPUTERWORLD
Uma pesqusia realizada pela Associação Brasileira de E-business e pelo Conselho Privado da Nota Fiscal Eletrônica no Brasil (Confeb) mostra que sobra desconhecimento e falta perspectiva de implantação das notas fiscais eletrônicas (NF-e) entre as empresas brasileiras.
Leia também:
NF-e gera oportunidade de negócios
NF-e: a experiência dos clientes
A pesquisa, divulgada nesta semana, ouviu 75 empresas, das quais 44% de médio porte - com faturamento anual entre 100 milhões e 600 milhões de reais. Das demais companhias, 28% faturam acima de 600 milhões de reais e as outras 28% têm receita entre 20 milhões e 100 milhões por ano.
O estudo mostrou que 48% das empresas dizem que seu conhecimento sobre as notas fiscais eletrônicas ainda é insuficiente, ou abaixo do nível ideal para a sua aplicação, enquanto 40% têm conhecimetno adequado e 12% avançado sobre o tema.
Por isso, 48% delas afirmaram que só irão implantar a nota fiscal eletrônica quando for obrigatório. Outras 32% pretendem fazê-lo em 2008, enquanto 6,7% afirmam que não têm interesse em adotar.
Em 74,7% das companhias pesquisadas não há nenhum estudo para a implantação das NF-e, contra 25,3% que já possuem algum plano. O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) também é desconhecido para 77,3% das empresas, que admitem ter noções insuficientes sobre ele.
O desconhecimento sobre o assunto é tamanho que as companhias têm dificuldade até para avaliar o retorno do investimento. Para 10,7% delas, inclusive, não haverá retorno na implantação das NF-e, de acordo com a pesquisa. A maior parte das entrevistadas (44%) estima que obtenha o retorno em um período entre dois e cinco anos.
As empresas, entretanto, já conseguem visualizar os benefícios que terão com as notas fiscais eletrônicas. O principal deles, para as ouvidas, é a redução dos custos de impressão e aquisição de papel, citado por 70,7% das companhias.
Elas também citaram a redução de erros de escrituração devido a erros de digitação (56%), diminuição da concorrência desleal (36%) e eliminação da digitação da nota fiscal na recepção (46,7%).
Para os organizadores da pesquisa, o estudo mostrou que o desconhecimento das companhias mostra que projeto teve uma divulgação insatisfatória até agora, o que faz, inclusive, com que 10% delas não acreditem em retorno para esse investimento.


