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Quase metade das empresas só terá nota fiscal eletrônica quando for obrigatório

Pesquisa revela que mais de 74% das companhias ainda não iniciaram nenhum tipo de estudo para implantar o sistema e 10% não esperam retorno desse investimento.

Por COMPUTERWORLD

29 de junho de 2007 - 08h05
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Uma pesqusia realizada pela Associação Brasileira de E-business e pelo Conselho Privado da Nota Fiscal Eletrônica no Brasil (Confeb) mostra que sobra desconhecimento e falta perspectiva de implantação das notas fiscais eletrônicas (NF-e) entre as empresas brasileiras.

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A pesquisa, divulgada nesta semana, ouviu 75 empresas, das quais 44% de médio porte - com faturamento anual entre 100 milhões e 600 milhões de reais. Das demais companhias, 28% faturam acima de 600 milhões de reais e as outras 28% têm receita entre 20 milhões e 100 milhões por ano.

O estudo mostrou que 48% das empresas dizem que seu conhecimento sobre as notas fiscais eletrônicas ainda é insuficiente, ou abaixo do nível ideal para a sua aplicação, enquanto 40% têm conhecimetno adequado e 12% avançado sobre o tema.

Por isso, 48% delas afirmaram que só irão implantar a nota fiscal eletrônica quando for obrigatório. Outras 32% pretendem fazê-lo em 2008, enquanto 6,7% afirmam que não têm interesse em adotar.

Em 74,7% das companhias pesquisadas não há nenhum estudo para a implantação das NF-e, contra 25,3% que já possuem algum plano. O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) também é desconhecido para 77,3% das empresas, que admitem ter noções insuficientes sobre ele.

O desconhecimento sobre o assunto é tamanho que as companhias têm dificuldade até para avaliar o retorno do investimento. Para 10,7% delas, inclusive, não haverá retorno na implantação das NF-e, de acordo com a pesquisa. A maior parte das entrevistadas (44%) estima que obtenha o retorno em um período entre dois e cinco anos.

As empresas, entretanto, já conseguem visualizar os benefícios que terão com as notas fiscais eletrônicas. O principal deles, para as ouvidas, é a redução dos custos de impressão e aquisição de papel, citado por 70,7% das companhias.

Elas também citaram a redução de erros de escrituração devido a erros de digitação (56%), diminuição da concorrência desleal (36%) e eliminação da digitação da nota fiscal na recepção (46,7%).

Para os organizadores da pesquisa, o estudo mostrou que o desconhecimento das companhias mostra que projeto teve uma divulgação insatisfatória até agora, o que faz, inclusive, com que 10% delas não acreditem em retorno para esse investimento.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Benefícios

Deveríamos ter de utilizar melhor os meios de comunicação de massa para difundir as melhorias tencológicas para o povo, explicando de forma clara para que todos entendam os benefícios, desde as pequenas até as grandes empresas.

Vários serão os benefícios com relação a adoção da NF-e, onde além da redução do custo de impressão, outro benefício importante é a facilidade em que os órgãos fiscalizadores terão para liberar um carga para embarque, onde a nota fiscal já terá sido validada, antes mesmo de sair do local de origem, evitando assim que possam estar com cálculos incorretos, minimizando assim o transporte rodoviário desnecessário, o que acontece com várias empresas do país gerando gastos e contribuindo para que a malha viária fique mais congestionada.
Ronaldo - 29 Jun 2007, 17h49
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