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Segurança

Segurança corporativa: código aberto é sinônimo de fragilidade?

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

25 de julho de 2007 - 07h05
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Código Aberto igual à Segurança?
John Pescatore, do Gartner, não compartilha a mesma visão do executivo. Ele garante que é possível sim ter todas as ferramentas de segurança em software livre. “Existem soluções de código aberto para qualquer ferramenta de segurança, dos antivírus ao IPS”, comenta. O problema, destaca, está no nível acima das ferramentas: a gestão das diversas soluções pontuais.

“Só há segurança efetivamente se todas as ferramentas estiverem atuando combinadas. Como fazer toda essa estrutura funcionar sob uma única interface, ganhando tempo e eficiência?”, questiona. Ele destaca que existe uma iniciativa aberta para cuidar exclusivamente do gerenciamento em segurança, a Open Source Security Information Management (OSSIM), mas o projeto ainda não é equivalente às ofertas de gestão centralizada das empresas tradicionais – tanto em nível de adoção quanto em qualidade.

O mesmo questionamento é feito por Marcelo Okano, professor de pós-graduação em gestão de redes de computadores da FIAP. O desafio, resume o acadêmico, é a gestão. Outro ponto importante, ele destaca, está no que está ao redor da estrutura de defesa. “A empresa não paga o software, mas onde estão os recursos para a definição de políticas e para análises dos diversos logs gerados pelas ferramentas?”, diz.

Pescatore destaca um outro problema das soluções de código aberto em segurança. Como as soluções em código aberto têm uma grande demanda por customização, destaca o diretor de pesquisa, aumenta muito a importância do profissional à frente do projeto de segurança. Ele argumenta: “Em um ambiente aberto, a empresa terá problemas sérios se perder esse engenheiro. Na customização de soluções abertas, em geral, não existe a formalidade necessária para documentar mudanças, é difícil saber o que ele fez”.

O caminho da segurança rumo ao código aberto está, então, condenado. Eduardo Moura, da Rede Plaza, é enfático em rechaçar a idéia. Para ele, o fator fundamental para garantir a proteção está em adotar sistema operacional em código aberto. “É preciso deixar a crença de que ‘aplicar patches’ faz parte do trabalho regular de TI. Nossos técnicos merecem mais do que pressionar next, next e finish e esperar a máquina reiniciar. Há mais no mundo do que janelas”, ironiza.

Em relação às ferramentas de segurança em código aberto, defende o executivo, uma boa alternativa é avaliar cada solução individualmente, optando por soluções de código aberto quando fizer sentido para a estratégia da companhia. A estratégia é tão eficiente que empresas como a Sourcefire, proprietária do snort, encontraram um nicho de mercado e vendem a ferramenta com hardware e serviços integrados, em uma atuação semelhante a brasileira ProckWork. “A força da comunidade se mostra em várias iniciativas, como nas listas de controle de spam. Nem todas as empresas de segurança precisam competir com a comunidade, alguns podem ajustar o foco e aproveitar a sinergia”, diz.

Na prática, contudo, as empresas de segurança têm parcerias fortes com os fornecedores de banco de dados e sistemas operacionais tradicionais. Perscatore distaca a atuação conjunta de fornecedores de proteção com companhias como Microsoft e Oracle, o que significa – na prática – uma vulnerabilidade identificada já é avisada ao parceiro, encurtando o processo blindando a parte da aplicação que tem uma brecha até que chegue a atualização oficial.

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