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Segurança

Segurança corporativa: código aberto é sinônimo de fragilidade?

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

25 de julho de 2007 - 07h05
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O diretor de pesquisas do Gartner aponta, também, outra utilização para as ferramentas de segurança em código aberto. Especialmente nas grandes organizações, elas podem ser utilizadas como uma maneira de negociar com os fornecedores de segurança um preço mais interessante nos serviços. “Com a oferta de código aberto, aumentou a concorrência nos serviços. Isso é interessante para a companhia, mas depende do profissional que ela tem disponível”, defende.

Okano, no entanto, acha que essa visão não pode descer até o ponto de a empresa cliente esperar um bom resultado sem ter que investir nada. Destacando que a segurança é, hoje, parte do custo de fazer negócios na era da internet, ele arremata: “De graça, não existe um bom serviço. Isso vale para diversos setores, especialmente para segurança da informação”.

A opinião da indústria
Como não poderia deixar de ser, a indústria. Ao falar com duas das maiores empresas de segurança da informação – Trend e Symantec – foi ressaltada as vantagens únicas das tecnologias proprietárias de defesa. Mesmo com um discurso cuidadoso, os dois representantes ouvidos pela reportagem do COMPUTERWORLD não consideram que as ferramentas em código aberto representam uma real competição no segmento corporativo.

Paulo Vendramini, engenheiro de sistemas da Symantec, acredita que o maior diferencial que a estrutura das empresas tradicionais podem oferecer está na possibilidade de uma atuação pró-ativa, trabalhando com diversos grupos de clientes para definir as pragas específicas de cada vertical. “Nós estamos mais próximos de quem está mais exposto. A parceria com associações de bancos do mundo inteiro, por exemplo, nos ajuda a cuidar dos clientes mais vulneráveis”, defende.

Para Fabio Picolli, da Trend Micro, afirma que a natureza das pragas, em contínua auto-revolução, demanda níveis altos de investimento em pesquisa e desenvolvimento. “As comunidades online, os blogs e fóruns são importantes, mas não é um suporte oficializado de uma empresa estruturada. É diferente”, acrescenta. Ele destaca que técnicas que passaram a ser utilizadas com mais freqüência recentemente pelas empresas, como a heurística e o bloqueio por comportamento, são caras e estão recebendo investimentos pesados.

É evidente que as empresas de segurança tradicionais vão defender o seu modelo em detrimento da concorrência em código aberto. Da mesma forma, está clara a penetração das ferramentas no universo corporativo. Pescatore resume: “Nas soluções em que as ameaças são conhecidas e há trabalho longo, como firewall, AV, IDS e IPS, já está acontecendo o boom das ferramentas de código aberto”. Resta saber qual é a melhor solução para você, leitor, e para a sua empresa.

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